Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Todos os partidos apoiam os Oficiais de Justiça e os próprios?

      Hoje é o 3º dia da Greve Geral dos Oficiais de Justiça e diz-se Greve Geral porque, apesar de ter sido decretada pelo SOJ, tem todo o apoio do SFJ e este apoio não se trata de um mero apoio formal mas de um apoio de facto e total, tanto que o SFJ tomou a greve como sendo sua e as suas intervenções são relevantes, como as que ontem aqui colocamos em vídeos e hoje voltamos a divulgar com mais dois vídeos.


      As bandeiras do SOJ eram seguradas por Oficiais de Justiça vestindo as camisolas pretas do SFJ e a bandeira do SFJ foi segurada pelo presidente do SOJ.


      Esta é a união na ação. Não confundir com a união dos dois sindicatos num sindicato único, etc., como tantos defendem. Os Oficiais de Justiça só têm a ganhar com dois sindicatos, uma vez que, por exemplo, um pode dar o passo que o outro não dá, como agora sucedeu, mas, para a ação, ambos podem se unir, também como agora sucedeu. Esta greve vem demonstrar como deve ser a luta que os Oficiais de Justiça há tanto tempo ambicionam: que apesar das diferenças de opinião e de posturas, há momentos em que os esforços devem ser realizados em conjunto.


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      No vídeo que segue pode ver e ouvir Alexandre Silva, do SFJ, explicando à RTP as condições de trabalho e o estado anímico dos Oficiais de Justiça.



      No vídeo que segue pode ver e ouvir Regina Soares Matias, do SFJ, denunciando à RTP as más condições de trabalho.



      Para além deste amplo apoio do SFJ à greve do SOJ, no dia de ontem aqui divulgávamos a intervenção na Assembleia da República do deputado do Bloco de Esquerda e isto pode fazer crer a alguns, certamente aos mais desatentos, que só os partidos de esquerda ou aquele concreto partido é que se coloca nessa posição de defesa dos Oficiais de Justiça. Nada mais errado.


      Os Oficiais de Justiça detêm o apoio de todo o espectro partidário, de uma ponta à outra, desde o Bloco de Esquerda ao Chega e, para demonstrar isso mesmo, a seguir vamos reproduzir a nota publicada pelo Chega.


      Com o título de “Chega solidário com os Oficiais de Justiça e suas reivindicações”, no primeiro dia de greve, este partido com assento parlamentar dizia assim:


      «Começa hoje, dia 30 de setembro, a greve geral dos oficiais de justiça portugueses. Esta paralisação reúne em torno das mesmas reivindicações ambos os sindicatos do setor, sobretudo pelo verdadeiro e inadmissível abandono que, por parte do Ministério da Justiça, se deixaram os Oficiais de Justiça no que à sua carreira diz respeito.


      A greve em curso, bem como as reivindicações que a sustentam, são da mais elementar legitimidade na medida em que os sindicatos do setor viram ser aprovado um texto de lei que, também com os seus contributos, obriga o Governo a promover a revisão do Estatuto da classe, ou ainda rubricas como a integração do suplemento, sem perda salarial, ou a compensação pela disponibilidade permanente, designadamente, através de um regime diferenciado de aposentação.


      No entanto, como de resto é paradigma de governação socialista, uma coisa é delinear planos e ou catálogos de propostas ou redações legais, e outra, bem distinta, é executar esses mesmos planos ou textos legais. Uma vez mais assim aconteceu, não sendo até ao momento cumpridas as predisposições legais vertidas, o que representa um claro desrespeito a todo um setor profissional a que todo o país muito deve.


      Nessa medida, o Chega vem genuinamente solidarizar-se com as reivindicações agora expressas pelos oficiais de justiça portugueses e insta a que as restantes forças políticas também o façam e que o governo português promova, de uma vez por todas, a resposta aos anseios de todos os profissionais do setor, dignificando assim a sua carreira, o seu trabalho diário e, naturalmente por arrasto, todos os tribunais e as próprias instituições democráticas.


      E para que não surjam as habituais, mas infundadas e lamentáveis acusações de aproveitamento político nesta matéria por parte do Chega, convém recordar que este é um tema que já mereceu a preocupação e solidariedade do partido, nomeadamente em sede de Orçamento de Estado para 2020 com a apresentação da proposta que propunha um aditamento ao Decreto-Lei nº 343/99, de 26 de Agosto do Estatuto dos Funcionários de Justiça e que, pasme-se, ou talvez nem tanto, acabaria chumbada com votos contra do Partido Socialista, do CDS-PP e da Iniciativa Liberal, abstendo-se as demais forças políticas.


      A aprovação desta medida seria um pequeno passo para um longo caminho que tem de ser trilhado pela dignificação da classe profissional visada.


      Exorta agora o Chega a que a Assembleia da República e o Governo demonstrem essa mesma coragem que outrora demonstraram não ter.»


      Entretanto, a ministra da Justiça continua a “inauguração” de placas de visita; sim, de visita (leia a placa). A última foi em Baião.


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      Fontes: “Partido Chega” e “SFJ-Facebook”.

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