Estamos a 10 dias da greve marcada pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ). Os Oficiais de Justiça estão descontentes com muitas coisas, desde a atitude da Administração Pública até à atitude dos sindicatos.
As opiniões dividem-se e multiplicam-se na diversidade. Aquilo que para uns é acertado para outros é errado. Aquilo que para uns é adequado para outros mostra-se desadequado.
Esta greve marcada, para uns de três dias, para outros é de um dia mais dois.
Estas visões distintas e este mar de críticas é uma riqueza que une os Oficiais de Justiça na liberdade de opinião.
Esta riqueza que separa as opiniões não deve, no entanto, separar as ações. Se há riqueza na diversidade de opiniões, há pobreza na diversidade de ações. Uma coisa não deve prejudicar a outra. São aspetos distintos e que devem ser mantidos nesse nível de distinção.
Por exemplo: há Oficiais de Justiça que discordam desta greve do SFJ, por muitos diferentes motivos, e essa discordância de opinião é justa e é legítima mas outra coisa muito distinta é não aderir à greve; é não aderir à ação que pretende demonstrar ao Governo a união e a postura comum da classe.
É bom e é enriquecedor que cada um tenha a sua opinião; seria triste que todos pensássemos da mesma maneira e que todos seguíssemos as orientações de determinada organização. No entanto, esta diversidade e pluralidade de opinião e de discordância não deve afetar a ação que deve ser conjunta.
Esta página discorda da greve, por muitas razões diferentes, conforme se explanou ao longo dos dias após ter conhecimento da greve, no entanto, embora tenha opinião divergente e a tenha exposto, tal não significa que os colaboradores da página não venham a aderir à greve, bem pelo contrário, esta página apoia a greve e toda e qualquer manifestação que se venha a realizar.
A discordância de opinião não deve constituir nenhum obstáculo à realização de uma ação de força por parte dos Oficiais de Justiça, ainda que haja opções tomadas no passado que não foram neste sentido, o presente e o futuro é agora o que importa.
Assim, estamos hoje a 10 dias do primeiro dia de greve marcado e, por conseguinte, daqui se apela a todos os Oficiais de Justiça que, independentemente das suas opiniões, todas legítimas, optem por mantê-las, preservá-las e incentivá-las, na riqueza da pluralidade e da liberdade de opinião mas, ao mesmo tempo, optem por uma ação conjunta, firme, forte e solidária, porque é tomada na defesa dos interesses comuns.
Por isso, dentro de dez dias, todos devem aderir a esta greve, sejam ou não sindicalizados, no sindicato que a marcou, noutro ou em nenhum, concordem ou discordem da motivação, do momento, da dimensão, etc. Independentemente das diferenças – que se insiste são positivas e enriquecem – há que tomar por comum as ações de luta e esta é uma delas.
Dia 29 de junho: 1º dia de greve.
Dia 02 e 03 de julho: 2º e 3º dia de greve.
Só com uma grande adesão se poderá demonstrar a dimensão do desagrado e do poder da classe.
Todos contam. Todos diferentes mas todos juntos.

