Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

SOJ une-se ao apoio às concentrações de sábado 17FEV

      As concentrações-manifestações que decorrerão no próximo sábado 17FEV, em cinco cidades do continente e das regiões autónomas, já contavam com o manifesto apoio público do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) e, desde ontem, contam com o apoio, também manifesto de forma pública, do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ).


      Quer isto dizer que a iniciativa de alguns Oficiais de Justiça está agora completa em termos de apoio e apelo à participação, no que se refere ao universo dos Oficiais de Justiça. Chama-se a isto união na ação e esta cola e colagem abrange todos os Oficiais de Justiça, seja qual for a sua tendência ou filiação sindical.


      Todos estão convocados e, independentemente do resultado que se vier a verificar, a iniciativa, nascida na espontaneidade de um par de Oficiais de Justiça, concretizada e materializada na realidade da rua, depois do abandono das etéreas e eletrónicas opiniões das redes sociais, constitui, sem dúvida alguma, um exemplo muito relevante que há de servir para construir futuro.


      Há Oficiais de Justiça irrequietos no meio de tantos desanimados e essa inquietude, que leva ao desassossego, permite alcançar quase tudo aquilo que se queira.


      Mesmo sem o apoio organizativo e sem nenhum financiamento das estruturas sindicais, vemos os Oficiais de Justiça a ir às lojas de produtos baratos adquirir apitos, hastes para fazer bandeiras, um megafone, etc. Ao mesmo tempo vemos como alguns se organizam para encher automóveis e até verificarem da possibilidade de alugar um autocarro conjuntamente.


      É bonito de se ver. Ainda há esperança.


      Na nota sindical de ontem, o SOJ referiu-se assim à iniciativa:


      «Alguns colegas, realizando a Constituição, apresentaram à classe dos Oficiais de Justiça uma ação de cidadania, Manifestação/Concentração, solicitando apoio aos Sindicatos.


      A iniciativa é apresentada por colegas, no exercício de cidadania, mas deve ser esclarecido, relativamente ao documento que nos foi enviado, o seguinte:


      Referem os colegas, nesse documento, “a classe não deve estar simplesmente à espera de que os sindicatos tomem a iniciativa de tudo, podemos e devemos ter ideias de formas de luta, agregar vontades e solicitar ajuda aos sindicatos (…)”.


      Ora, daqui poderá extrair-se que os sindicatos são entidades externas, de quem uns esperam e outros, agindo fora dessas entidades, solicitam depois o apoio. Isto é, entendemos o que os colegas pretendem dizer, e reconhecemos mérito da sua ação, mas não podemos ignorar um erro que sistematicamente se comete, de se pensar que os sindicatos são entidades fora da carreira.


      Reiteramos, entendemos o que os colegas pretendem dizer, mas não poderemos deixar de referir que os sindicatos são da carreira, “dirigidos” por colegas.


      Feito este esclarecimento e tratando-se de uma iniciativa espontânea, no exercício de cidadania, a que este Sindicato, SOJ, reconhece o mérito de tentar unir a carreira, se apela a todos os colegas, Oficiais de Justiça, para que compareçam no próximo dia 17 de fevereiro, num dos seguintes locais:


      PORTO – junto ao Palácio da Justiça do Porto, pelas 14h30; LISBOA – junto à Assembleia da República, pelas 14h00; FARO – junto ao Palácio da Justiça de Faro, pelas 14h30; AÇORES – junto ao Palácio da Justiça de Ponta Delgada, pelas 13h30 (hora dos Açores) e MADEIRA – junto ao Palácio da Justiça do Funchal, pelas 14h30.»


      Termina o SOJ a sua nota com a seguinte afirmação: “Uma classe unida, esclarecida e com consciência critica, é sempre mais forte!” e ainda o apelo: “Dia 17 de fevereiro manifesta-te!”


      A afirmação do SOJ sintetiza os pilares essenciais para o fortalecimento da classe dos Oficiais de Justiça: “uma classe unida” – e isto não quer dizer que todos tenham que pensar da mesma maneira ou seguir o mesmo líder –, quer apenas dizer que, apesar das divergências, têm uma luta e uma ação comum, unida no objetivo comum, colocando de lado as diferenças ou divergências que estorvem o atingimento desse objetivo comum, mas sem nunca desprezar ou esquecer as diferenças, porque elas são, em si mesmas, uma riqueza que engrandece.


      Refere-se também a classe “esclarecida e com consciência crítica” como fator complementar para se deter uma classe que é “sempre mais forte”. Partilhamos completamente desta opinião, porque foi isso mesmo que nos levou a criar esta iniciativa informativa em 2013 e nos leva a esta sua manutenção diária, isto é, todos os dias do ano, durante tantos anos até ao presente: informar, esclarecer e criar consciência crítica. Ao mesmo tempo há que identificar os objetivos a alcançar e os obstáculos a superar, ainda que estes estejam, tantas vezes, disfarçados, mascarados, de coisa diferente que parecem mesmo ser aquilo que não são.


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      Fonte: “SOJ Info 12FEV”.

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