Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Roupa interior dos Funcionários Judiciais faz capa de revista

      A nova temporada de "Pôr-do-Sol", a série da RTP que é uma novela atípica, regressa em agosto.


      A série da RTP e RTP Play que brinca com as novelas (sem fazer troça delas) de forma hilariante está prestes a regressar à programação habitual da estação pública de televisão e a fasquia está mais elevada do que nunca.


      Não tivesse nascido à sombra de uma temporada inaugural que valeu à produção o título de série mais vista de sempre da RTP Play e um lugar não só na Netflix como nas tendências da plataforma.


      Não sabemos se regressará com "cheiro a IC19" ou com a bênção do "Nosso Senhor da Cereja", mas podemos desde já revelar que há paredes destruídas, ursos de peluche gigantes e fofinhos, revelações de levar o queixo ao chão e – choque – uma Inês Lopes Gonçalves em maus lençóis.


      Mas, vá, já pode entrar em contagem decrescente, porque o regresso de "Pôr-do-Sol" está marcado já para o próximo dia 8 de agosto, às 21h, na RTP e RTP Play.


      O cantor português, conhecido por êxitos como "Coração Não Tem Idade", "És tão sensual" ou "Chama o António", vai continuar a surgir sem aviso prévio a meio de cada episódios, nos momentos mais inusitados, com a voz afinada e seriedade de quem é imune ao cenário em que está inserido.


      Toy, vai mesmo continuar a atuar como um Deus omnipresente e nem as grades da prisão serão capazes de o impedir de cantar. Confuso? É esperar para ver. Mas avisamos desde já que há cenários inéditos, em que sutiãs e cuecas são as estrelas da festa.


      «Acho que uma das grandes coisas que aconteceu no “Pôr-do-Sol”, e não é um mérito particular meu, é que, em Portugal, estranhamente, a ficção não tem referências de “pop culture”. Não tem. Duas amigas e um amigo estão num café a conversar e ninguém fala sobre uma música, um cantor, a marca do carro que comprou. É tudo umas conversas superintensas. É tudo muito higiénico. E o falares “gosto muito do João Baião” ou “hoje apanhei trânsito na IC19” é a vida das pessoas. É normalizar. E depois quando pegas nisso e aproveitas para um contexto cómico, o que é que acontece? Há a identificação das pessoas».


      «Por exemplo, eu lembro-me de receber uma mensagem sobre uma cena na Blaze [revista fictícia da série], em que dizem que estão a preparar uma capa com roupa interior para Funcionários Judiciais. E eu recebi uma mensagem de um miúdo a dizer: “o meu pai é Funcionário Judicial, adorou a piada e finalmente falam dos Funcionários Judiciais”. Eu até me ri. É pegar nessas coisas comuns e depois há esses fenómenos de identificação», completa.


      «O humor em Portugal, e não estou a falar de ninguém, é um pouco exagerado às vezes. Há aquela coisa do humor muito histriónico. E este texto e este projeto para resultarem tinham de ser exatamente o contrário. Quem diz aquela alarvidade tem de estar superconsciente do que está a dizer e a acreditar no que está a dizer. Quando ele diz que o Testículo custa 6.900 milhões, não pode dizer aquilo como uma graça. Se não houver essa convicção, não tem graça. Isto é a escola do humor inglês, em que dizem as maiores alarvidades com a seriedade britânica».


RTP-PorDoSol.jpg


      Fonte: “RTP”.

0