Decorreu esta semana a apresentação da lista encabeçada pela ainda atual ministra da Justiça, pelo círculo eleitoral de Coimbra, às próximas eleições legislativas de 18 de maio.
A apresentação decorreu em Coimbra, no Café Santa Cruz, junto ao Mosteiro de Santa Cruz, local onde estão sepultados os primeiros reis de Portugal: D. Afonso Henriques e D. Sancho I.
A candidata e ainda ministra da Justiça referiu que “Não poderia ser mais emblemático, estarmos aqui, junto de quem foi o fundador de Portugal, o conquistador”.
Apesar da candidata não ter exercido a sua representação pelo círculo eleitoral de Coimbra, isto é, em representação dos eleitores de Coimbra, pois não ocupou o seu lugar no Parlamento, volta a pedir que votem nela para, de novo, os voltar a não representar, caso venha a prosseguir as suas funções no Governo.
“É uma enorme honra estar entre vós para me apresentar como cabeça de lista da Aliança Democrática às legislativas de 18 de maio”, afirmou, sublinhando que esta é a segunda vez que aceita o desafio, “sem reservas, sem dúvidas e sem hesitações”.
Rita Júdice destacou o seu percurso pessoal e político ligado a Coimbra: “Foi aqui que nasci, foi aqui que vivi os momentos mais felizes da minha vida e posso dizer que foi aqui que, aos 50 anos, decidi mudar de vida – e que mudança!”
E pronto, a felicidade da candidata deve ser suficiente para que os eleitores de Coimbra a elejam de novo para um exercício parlamentar onde nem sequer lá vai pôr os pés.
Relativamente à suas funções como ministra ou como às suas não funções como deputada eleita por Coimbra, o seu discurso sublinhou as mudanças que o governo da AD trouxe após o fim da governação socialista, com enfoque na reversão da política de imigração, acusando o anterior governo do PS de “abrir as portas, sem critério e sem responsabilidade, a mais de um milhão e 600 mil imigrantes”, apontando falhas como a extinção do SEF e a sobrecarga dos serviços públicos.
“Foi preciso a AD ter sido governo para que esta calamidade social fosse travada”, disse, destacando o fim da política de “manifestação de interesse”.
No entanto, também fez uma referência a Coimbra. Afirmou que “Coimbra não foi a prioridade para o Partido Socialista”, mesmo em áreas em que era tradicionalmente forte, como a saúde, educação e justiça. Em contraste, afirmou que “com o Governo AD Coimbra recuperou centralidade e relevância”, elencando projetos concretizados ou em andamento, como a paragem da linha de alta velocidade em Coimbra-B, o projeto do novo Palácio de Justiça, a ligação Coimbra-Viseu em perfil de autoestrada, a nova maternidade e a Barragem de Girabolhos.
A advogada realçou ainda o desempenho eleitoral da AD em 2024, referindo que a coligação aumentou a votação em cerca de oito mil votos face a 2022, mantendo os três mandatos, apesar de o PS ter vencido no distrito. “Mostrámos como é governar ao centro, longe dos extremismos, sem radicalismos de esquerda, sem populismos de direita”, disse.
No encerramento, pediu confiança nos candidatos da lista por Coimbra, afirmando: “Peço-vos que confiem na nossa competência, na nossa capacidade de trabalho e no nosso amor por Coimbra e pelo País.”
O círculo eleitoral de Coimbra deverá eleger três deputados pela coligação AD, pelo que, sem margem para dúvida, a ainda ministra da Justiça, será eleita para um cargo de deputada da nação, e é para isto que será eleita, para representar os seus eleitores na Assembleia da República, o que, no entanto, nunca deverá suceder, se voltar a ser desviada para funções no Governo, defraudando, mais uma vez, os eleitores que nela votaram e confiaram.
Assim, os eleitores de Coimbra, designadamente aqueles que votam na coligação AD, enganados que foram uma vez, preparam-se para ser enganados uma segunda vez.
É esta a normalidade da falta de sentido crítico do povo que vota.

Fonte: “Notícias de Coimbra”.
