Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
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Resultados autárquicos: breve análise

      De todos os resultados eleitorais nestas eleições autárquicas, queremos hoje realçar e dar notícia de apenas dois aspetos: por um lado a felicidade, ainda que contida, que representa para os portugueses, e para a Humanidade, o facto da vitória do partido Chega não ser tão avassaladora como vinha sendo anunciada, o que significa que ainda há alguma esperança na Humanidade, e, por outro lado, analisamos os resultados no concelho da Lousã.


      De todos os candidatos Oficiais de Justiça que se candidataram a estas eleições autárquicas, aos diversos órgãos e compondo inúmeras listas, o destaque vai, obviamente, para o ex-presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, que se candidatava à presidência da Câmara Municipal de Lousã, pelo Partido Socialista (PS), partido que já detinha a Câmara.


      Nestas eleições, o PS acabou de perder, após 12 anos, a Câmara para a lista do PSD-CDS/PP e, portanto, António Marçal, não será presidente da Câmara da Lousã, como quase todos consideravam que sucederia.


      A coligação PSD-CDS/PP obteve 45% dos votos contra 33% do PS, correspondendo a diferença a pouco mais de 1000 votos.


      Isto significa que a coligação vencedora passa a ter 4 vereadores e a oposição, que é só do PS, passa a ter 3 vereadores. Há quatro anos era precisamente ao contrário, os 4 eram do PS e os 3 da coligação.


      Nestas circunstâncias, é muito pouco provável que a coligação vencedora conceda algum cargo de vereador pago à oposição, pelo que o vereador António Marçal não terá ordenado, apenas senhas de presença em reuniões, valores que não atingem o valor de nenhum vencimento.


      No que diz respeito ao partido acima nomeado, temos a boa notícia de que aquela votação de maio com 60 concelhos em que a sua votação foi maioritária, caiu agora para apenas 3 concelhos. Esta é uma travagem brusca e a fundo naquela progressão que parecia incontrolável e da qual tanto se vangloriavam os seus seguidores.


      Se a notícia da perda das eleições por António Marçal constitui uma má notícia para os Oficiais de Justiça, já no aspeto dos resultados daquele outro partido, estamos perante uma boa notícia que parece devolver alguma sanidade mental aos portugueses que, temporariamente, estiveram perdidos, mas que parecem estar agora numa nova fase de, lentamente, recuperar a lucidez.


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