Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Preocupações não sindicais

      O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), para além de divulgar e reproduzir a carta que a ministra da Justiça remeteu a todos os Oficiais de Justiça, de forma integral e sem qualquer análise crítica, isto é, comportando-se como mero veículo transmissor governamental, ou como um mero departamento do Governo, omitiu esse sindicato – completamente – o artigo do seu presidente, António Marçal, publicado no Correio da Manhã desta semana, a 03JUL.


      Assim, em face da omissão dessa divulgação, que não se verifica com outros artigos, vamos a seguir reproduzir esse artigo que denota a preocupação e o foco do presidente do SFJ.


      Diz assim António Marçal, no artigo intitulado “Justiça e Imprensa”, publicado nesta última quarta-feira, 03JUL, no Correio da Manhã:


      «A relação entre a justiça e a imprensa é complexa e delicada, marcada pela necessidade de equilibrar o direito à informação e o direito a um julgamento justo.


      A imprensa desempenha um papel crucial na democracia, informando a população e fiscalizando o poder. No entanto, a cobertura mediática de processos judiciais pode influenciar a opinião pública e, indiretamente, os próprios atores judiciais.


      A Constituição da República e demais legislação estabelecem a liberdade de imprensa e o direito à informação, mas esses direitos devem ser exercidos com responsabilidade, essencialmente em casos judiciais.»


      E conclui o pensamento e o artigo assim:


      «O pré-julgamento mediático é um dos maiores riscos, onde a cobertura sensacionalista pode preocupar a imagem dos envolvidos com assassinatos de caráter e comprometer a integridade do processo judicial.


      Para mitigar esses riscos, a imprensa deve adotar uma abordagem ética e responsável, com autorregulação e fiscalização.


      A justiça, por sua vez, precisa de comunicar eficazmente para combater a desinformação. A relação entre a justiça e a imprensa requer um equilíbrio cuidadoso para garantir tanto o direito à informação, quanto à justiça nos julgamentos»


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      Fonte: “Correio da Manhã”.

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