Em média, a vida de trabalho dos portugueses estende-se por quase 38 anos. É mais do que a média da União Europeia, revela a informação do Eurostat.
No bloco comunitário, são os holandeses que trabalham durante mais anos e os romenos que trabalhem durante menos anos.
A duração média esperada da vida de trabalho em Portugal é superior à média da União Europeia (UE), mas ainda tem alguma distância face ao topo da tabela, lugar que é hoje ocupado pela Holanda, onde os cidadãos trabalham, em média, 42,5 anos de vida.
No conjunto do bloco comunitário, a duração média esperada da vida de trabalho para os jovens de 15 anos fixou-se, em 2021, em 36 anos, sendo que desde 2001 esse indicador tem registado uma tendência crescente, com exceção do primeiro ano da crise pandémica.
Em maior detalhe, para os homens da UE, a duração média esperada da vida de trabalho é de 38,2 anos, enquanto para as mulheres é de 33,7 anos.
Já entre os vários Estados-membros, a Holanda destaca-se: nesse país, os cidadãos trabalham 42,5 anos de vida. Seguem-se a Suécia (42,4 anos) e a Dinamarca (40,3 anos).
E do outro lado da tabela, aparece a Roménia, onde a duração média esperada da vida de trabalho é de 31,3 anos, mas também a Itália (31,6 anos) e a Grécia (32,9 anos).
Portugal, por sua vez, está a meio da tabela, ainda que acima da média comunitária. Por cá, os cidadãos trabalham, em média, 37,6 anos: os homens têm uma duração média esperada da vida de trabalho de 38,6 anos, enquanto as mulheres têm uma duração média esperada da vida de trabalho de 36,6 anos.
O Eurostat destaca que, neste indicador, a diferença entre géneros na União Europeia tem verificado uma redução, nos últimos anos, à medida que a participação feminina no mercado laboral tem aumentado. O diferencial entre géneros está hoje em cerca de 4 anos.
É em Itália (9,1 anos), Malta (8,4 anos) e Roménia (7,6 anos) que se verifica a maior distância entre os géneros, no indicador em questão, o que reflete, pelo menos em parte, uma participação das mulheres no mercado de trabalho mais fraca.
Já na Lituânia, é o único Estado-membro em que as mulheres trabalham, em média, mais anos do que os homens (1,3 anos), sendo que na Estónia, Letónia e Finlândia os fossos são também reduzidos (cerca de um ano ou menos). Em Portugal, essa diferença é de dois anos.

Fonte: “Jornal Económico”.
