Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

“Os Oficiais de Justiça vão continuar em luta” afirma SOJ

      De acordo com o veiculado na comunicação social, com base na divulgação da Agência Lusa, citando o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), o segundo dia da greve dos Oficiais de Justiça atingiu valores de 98 a 99%.


      «Temos números de 98% a 99% a nível nacional. O repto que ontem lancei às pessoas foi que hoje fossem aos tribunais e procurassem saber a realidade. Sabemos que, por norma, o Governo apresenta sempre números diferentes. Que as pessoas vejam se os tribunais estão abertos ou fechados e verifiquem se a política do Governo é uma política de verdade ou de mentira.», disse o presidente do SOJ, Carlos Almeida.


      Depois de uma delegação sindical ter tentado entregar uma carta aberta à ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro – na qual se expõem as principais reivindicações da classe e se exigem medidas imediatas para os problemas dos Oficiais de Justiça –, tendo sido apenas recebida pelo chefe de gabinete da ministra, Carlos Almeida defendeu que a ausência da governante “já diz muito de que não tem qualquer programa para a justiça”.


      «Se o Ministério da Justiça e o Governo pensam que vão deixar os Oficiais de Justiça afastados da luta, estão enganados. Os oficiais de justiça vão continuar em luta até que estas medidas sejam efetivamente realizadas, é esse o nosso compromisso», reiterou.


      Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), salientou à Lusa um “aumento significativo” nos números de adesão à greve em relação aos registados na quinta-feira e manifestou a expectativa de que esta ação tenha resultados a curto prazo.


      «Esperamos que o Ministério da Justiça inicie um processo de negociação com os sindicatos que responda aos nossos anseios, desde logo pelos que não dependem de revisão estatutária e que estão consagrados em duas folhas do Orçamento do Estado: a integração do suplemento de recuperação processual, o ingresso de novos funcionários ou o cumprimento das decisões dos tribunais, com a regularização das carreiras e promoções», notou António Marçal.


      Marçal reforçou a necessidade de o Ministério da Justiça chamar no imediato os sindicatos para uma reunião, a fim de iniciar “de uma forma séria e eficaz o processo negocial”, observando a importância do “timing” face à preparação da próxima proposta orçamental.


      «Algumas das questões esbarram sempre na questão orçamental e esta é a altura apropriada para que o governo, quando apresentar a proposta de Orçamento do Estado para 2023, já tenha devidamente acautelado todas essas questões que colocamos», afirmou à Lusa António Marçal, revelando que o SFJ irá entregar na segunda-feira uma carta ao Presidente da República, seguindo também mensagens para a Assembleia da República, partidos, presidentes dos Supremos Tribunais, Procuradora-geral da República e Provedora de Justiça.


98%.jpg


      Fonte: “Lusa/Observador”.

0