Enquanto os sindicatos que representam os Oficiais de Justiça esperam, como sempre, sempre com um motivo de espera, agora pelo novo governo, o sindicato único que representa os juízes vai discutindo o seu estabelecido, estável e muito bom estatuto.
A Associação Sindical de Juízes (ASJP) apresentou propostas de revisão de subsídios, como o dos magistrados deslocados nas ilhas, o de turno e de trabalho urgente.
Apesar do contexto político e do Governo em gestão, a Associação Sindical de Juízes reuniu-se com a ministra da Justiça para discutir a necessidade de rever a carreira da magistratura, propondo melhorias e atualizações.
Quer a ASJP, quer o Ministério da Justiça, entenderam não haver razões para não realizar a reunião, mesmo com a situação política atual e apesar do Governo não ter capacidade de dar resposta efetiva às reivindicações de carreira.
Nuno Matos, presidente da ASJP, recordou que o Governo teve para diversas carreiras, como a dos professores, uma “atitude corretiva” e tinha a previsão da melhoria da carreira da magistratura, tendo sido nesse sentido que foram apresentadas propostas, nomeadamente de revisão de alguns subsídios, como o dos magistrados deslocados nas ilhas, o de turno e de trabalho urgente.
O presidente da associação sindical sinalizou a sensibilidade da tutela para estas questões e para a necessidade de um “consenso para o futuro”.
Recordando que recentemente foram aprovadas alterações à lei que regula a entrada na magistratura, com o objetivo de tornar a entrada na carreira mais atrativa, Nuno Matos alertou, no entanto, que “os que já estão no sistema também merecem ver a sua carreira melhorada”.

Fonte: “Eco”.
