Antes das eleições, a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, agraciou com louvores e menções elogiosas toda a Polícia Judiciária e Polícia Científica, desde os Inspetores daquela polícia aos funcionários do Laboratório, passando pelos elementos da Segurança, de forma individual e coletiva, tendo tais louvores sido publicados na Série II do Diário da República do passado dia 29 de setembro, os quais abaixo se indicam:
Louvor n.º 448/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Louvor coletivo a funcionários do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária
Louvor n.º 449/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Agracia com louvor coletivo Inspetores da Polícia Judiciária
Louvor n.º 450/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Agracia com louvor individual e coletivo Inspetores da Polícia Judiciária
Louvor n.º 451/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Louvor coletivo a Inspetores da Polícia Judiciária
Louvor n.º 452/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Louvor coletivo a Seguranças da Polícia Judiciária
Louvor n.º 453/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Louvores individuais ao Chefe de Núcleo José Manuel Machado Rodrigues e ao Segurança da Polícia Judiciária Fernando Jorge Veloso Eira da Silva
Louvor n.º 454/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Agracia com louvores individuais e menção elogiosa coletiva a funcionários do Gabinete de Recuperação de Ativos
Louvor n.º 455/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Agracia, com louvor coletivo e menção elogiosa coletiva, Inspetores da Polícia Judiciária
Louvor n.º 456/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Louvor coletivo a Seguranças da Polícia Judiciária
Louvor n.º 457/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Louvor ao Procurador da República José André Vaz, enquanto Diretor da Unidade Disciplinar e de Inspeção da Polícia Judiciária
Louvor n.º 458/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Público louvor a Inspetores da Polícia Judiciária
Louvor n.º 459/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Agracia com crachá de prata o Inspetor-Chefe da Polícia Judiciária, António Joaquim Sobral Barbosa
Louvor n.º 460/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Agracia com louvor coletivo e menção elogiosa coletiva Inspetores da Polícia Judiciária
Louvor n.º 461/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Agracia, com menção elogiosa coletiva funcionários do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária
Louvor n.º 462/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Louvor público a funcionários do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária
Louvor n.º 463/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Agracia com louvor coletivo funcionários do Laboratório de Polícia Científica da Polícia Judiciária
Louvor n.º 464/2015 - Diário da República n.º 190/2015, Série II de 2015-09-29
Ministério da Justiça - Gabinete da Ministra
Agracia com louvor coletivo e menção elogiosa funcionários do Setor de Perícia Financeira e Contabilística da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária
São 17 louvores os publicados.
Independentemente da justiça de tais louvores, com a publicação dos mesmos torna-se claro que só esses agraciados são merecedores de tais louvores e menções elogiosas e, pelo contrário, aqueles que não foram agraciados pela ministra da Justiça é porque foi entendido pela mesma não serem merecedores de nenhum tipo de louvor nem de menção elogiosa.
Ou seja, depois de há um ano a ministra da Justiça ter concretizado uma autêntica revolução no mapa judiciário, com alterações radicais de funcionamento e distribuição geográfica, de tal forma que a mesma referiu que há centenas de anos que não se fazia uma reforma do género, tendo essa reforma tido a abnegada sustentação dos Oficiais de Justiça que de tudo trataram; carregando processos, mobília, etc. e até alguns nem sequer gozaram as férias desse conturbado verão, todos estes Oficiais de Justiça que puseram de pé e sustêm, como sempre, a Justiça em Portugal, à custa do seu sacrifício pessoal, não são merecedores de um simples louvor coletivo, pelo imenso trabalho tido neste mandato desta ministra da Justiça.
É certo que os Oficiais de Justiça nunca estiveram à espera de qualquer louvor, bem pelo contrário, os Oficiais de Justiça já não esperam nenhum reconhecimento da Administração pois ao longo dos anos foram percebendo que a Administração não sabe nem consegue reconhecer o mérito do trabalho desenvolvido em cada secção dos tribunais e serviços do Ministério Público deste país, que ainda vai funcionando, embora obviamente mal, graças à sustentação individual e coletiva que os Oficiais de Justiça se esforçam por manter e levar a cabo, porque sabem que os cidadãos deste país deles esperam, e obtêm muitas vezes, um serviço de qualidade que só não é melhor porque existem impedimentos e obstáculos que não podem, de todo, ultrapassar, por não estarem na sua disponibilidade, pois todos aqueles obstáculos que estão na sua disponibilidade, são superados.
Os Oficiais de Justiça não têm a mais mínima responsabilidade sobre o mau estado da Justiça em Portugal, bem pelo contrário, se o estado da Justiça não é substancialmente pior, tal se deve ao esforço nesse sentido do coletivo dos Oficiais de Justiça, não só com a reorganização judiciária mas desde sempre.
Por isso, a falta de qualquer tipo de menção ao trabalho dos Oficiais de Justiça por parte da ministra cessante não foi tido como relevante e é assunto a que os Oficiais de Justiça não conferem especial valor, dado a negligência a que a Administração os vota. No entanto, aqui se faz esta menção, como a derradeira menção ao mandato exercido pela ministra cessante, sendo esta falta apenas mais uma e, ao que se crê, a cereja em cima do bolo; bolo amargo e estragado que se engoliu e causou, e ainda causa, tanta indisposição e soltura, durante todo este período que durou este que é um dos mais infelizes mandatos da democracia portuguesa.









