Oficial de Justiça

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Oficial de Justiça agredido e roubado

      Esta semana, em Braga, um Oficial de Justiça foi agredido e roubado na via pública, durante a hora de almoço, quando abordado por um condenado acabado de sair da prisão, nesse mesmo dia, horas antes, por aplicação da Lei de Amnistia e Perdões de Pena.


      O ex-recluso disse-lhe que acabara de sair da prisão e pediu-lhe 10 euros, tendo o Oficial de Justiça recusado dar-lhe o dinheiro.


      A agressão ao Oficial de Justiça é classificada pelas testemunhas que chamaram a PSP como sendo violenta.


      O ex-recluso, de 37 anos, foi libertado depois de cumprir cinco sextos da pena de prisão e aplicação da Lei, saindo do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, poucas horas antes, onde cumpriu pena por tráfico de droga, sendo levado por amigos para a cidade de Braga, onde anteriormente tinha a sua residência, estando os mesmos amigos a prepararem um local para morar, até que subitamente foram surpreendidos pelos acontecimentos.


      Saído de manhã, à hora de almoço protagonizou uma série de incidentes violentos, segundo as queixas apresentadas pelos ofendidos, designadamente, a agressão também a uma invisual, numa espiral de violência, que apenas acabou com a intervenção da PSP.


      O ex-recluso ainda fugiu, mas aa PSP localizou-o e acabaria por o deter informando que “durante a abordagem policial teve um comportamento bastante agressivo para com os polícias, tendo-os insultado, ameaçado e agredido”.


      No mesmo dia, na tarde desta quarta-feira, foi conduzido até à juíza de instrução criminal de Braga, tendo sido interrogado antes de aplicar as respetivas medidas de coação, determinando-lhe a mais gravosa: a prisão preventiva.


      A magistrada judicial, tendo em conta os factos pelos quais está indiciado o ex-recluso, que terá alegado de nada se lembrar, invocando ter ingerido bebidas alcoólicas pouco tempo após tomar medicamentos ansiolíticos, optou pela prisão preventiva, o que tinha sido solicitado pelo magistrado do Ministério Público, após decorrido o interrogatório judicial.


      Os agentes da PSP conduziram-no ao Estabelecimento Prisional Regional de Braga, ao final da tarde, sob fortes medidas de segurança. O indivíduo já tinha sido apontado como participante nos desacatos que agitaram a cidade de Braga durante meses, relacionados com rivalidades entre grupos de bairros.


      A advogada de defesa anunciou que irá recorrer da prisão preventiva para o Tribunal da Relação de Guimarães, por entender que foi medida excessiva e que existem outras medidas de coação alternativas para este arguido que satisfazem as necessidades em causa.


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      Fonte: “O Minho”.

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