Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Oficiais de Justiça candidatos autárquicos

      Depois da abordagem que já realizamos à candidatura da ministra da Justiça para as próximas eleições legislativas e ainda da análise à candidatura de António Marçal à Câmara Municipal de Lousã, sabemos que há muitos mais candidatos que são Oficiais de Justiça, designadamente, para órgãos autárquicos, que gostaríamos de destacar.


      Infelizmente, não conhecemos todos os candidatos, nem temos acesso a todas as publicações que os mencionam, designadamente, às de caráter regional ou local. No entanto, estamos atentos a isso e gostaríamos de evidenciar todos os Oficiais de Justiça que se candidatam a qualquer órgão autárquico. Quem tiver informação neste sentido pode partilhá-la para o nosso e-mail: [email protected] 


      Recordemos o “slogan” da campanha de António Marçal à Câmara da Lousã:


      «Construir o futuro com proximidade e confiança»


      É isto que Marçal propõe aos lousanenses: um "futuro", futuro esse que se constrói com “proximidade e confiança”.


      Um excelente “slogan” que os Oficiais de Justiça também gostariam de ouvir e de, com ele, ser apoiados e embalados no dia a dia.


      E é neste sentido de confiança e de proximidade para a construção de um futuro que hoje rumamos à União de Freguesias de Alvega e Concavada (no município de Abrantes), onde encontramos um candidato a essa Assembleia de Freguesia pela CDU, o Oficial de Justiça Paulo Jacinto.


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      Paulo Jorge de Oliveira Jacinto, com 52 anos, reside em Alvega, é Oficial de Justiça de profissão, desde 2000, com a categoria de “Auxiliar” até à extinção de 30JUN, exercendo no Tribunal de Abrantes e sendo dirigente sindical do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ).


      O Paulo tem uma forte ligação ao movimento associativo. Já foi presidente da comissão administrativa da Sociedade de Instrução Musical Rossiense, instituição à qual também esteve ligado como músico, tendo sido já candidato da CDU a eleições anteriores à mesma Assembleia de Freguesia de Alvega e Concavada.


      Paulo Jacinto disse à publicação “Mediotejo” que foi movido pelo “sentido de dever”, quer para com a CDU que entendeu que estaria “melhor posicionado para avançar”, mas “sobretudo pelo sentido de dever para com a população da União de freguesias de Alvega e Concavada, donde não sou natural, mas onde resido e entendi que tinha esse dever cívico de me candidatar para poder proporcionar à população mais uma escolha à escolha que quiserem fazer”,


      O candidato assume como principais preocupações “a desertificação da freguesia, que cada vez é mais patente, e a necessidade de fixação de jovens, algo que esteve condicionado durante muitos anos pela impossibilidade de construção na zona de Alvega, e da União de Freguesias”.


      Também assinala como premente “a falta de cuidados de saúde primários à população, visto que o médico de família está presente apenas um dia por semana, mas nem todos os dias está presente, e sabemos que a população é extremamente envelhecida e com dificuldades de deslocação, muitos sem transporte próprio, algo que condiciona imenso a população no acesso aos cuidados de saúde primários”.


      No compromisso eleitoral que assume perante os fregueses de Alvega e Concavada enumeram-se algumas das medidas prioritárias como a criação do Gabinete do Apoio ao Idoso, na Ação Social, que a lista pretende criar no sentido de “apoiar a população mais envelhecida da União de Freguesias com um funcionário que possa fazer serviços básicos como a mudança de uma torneira, uma tomada, uma lâmpada, auxiliando a população mais idosa”.


      Outra ação que destaca passa pelo asfaltamento de duas estradas, de ligação entre aldeias na zona de Alvega, nomeadamente a que liga Portelas ao Tubaral e outra que liga Monte Galego à Ponte do Fidalgo.


      Paulo Jacinto crê que o desafio passa por “conseguir mobilizar os eleitores para que eles vão às urnas e expressem o seu voto e exerçam o seu direito cívico”, acrescentando que “é um desafio que nos cabe a nós como concorrentes das diversas listas abraçar, e sensibilizar a população exatamente para que vote massivamente nas próximas eleições”.


      Questionado sobre que desafios esperam o futuro presidente de Junta, o candidato crê que a lista é longa e destaca a fixação de população jovem como um deles. “Os desafios são enormes e estão expressos no nosso programa, passa por muita coisa. Passa por arranjarmos maneira de fixar os jovens, passa pelo acesso ao saneamento básico para toda a gente, por uma melhor mobilização dos transportes escolares para que haja mais gente a colocar os seus filhos na escola de Alvega e para isso temos que criar condições; passa pelos cuidados de saúde primários, há uma panóplia de coisas que temos de resolver para que realmente a população se sinta bem a viver naquelas localidades e para que não se sinta abandonada e acabe por, assim, abandonar estas localidades como tem vindo a acontecer”.


      Sobre a constituição da lista candidata, admite que não foi fácil dado o afastamento da população perante a situação política vivida nos últimos anos, mas que ainda assim superou as suas expetativas.


      “É complicado aproximar as pessoas da política. As pessoas estão saturadas de todas estas entropias que foram criadas, toda esta situação que foi acontecendo nestes últimos meses. Ainda assim, foi com alguma facilidade que conseguimos formar esta lista; fomos resgatar pessoas que já tinham feito parte das listas anteriormente, houve novas entradas, fomos buscar gente mais jovem para renovar a lista também. Mas notamos que as pessoas tendem a afastar-se da política e que não é fácil cativá-las para este tipo de coisas. Ainda assim, não foi tão difícil quanto eu esperava”, assume o candidato.


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      Fontes: "Rádio Antena livre", "MedioTejo #25", "MedioTejo #24" e "Jornal de Abrantes".

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