Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Ocupada demais para atender os Oficiais de Justiça

      A atual ministra da Justiça, de seu nome Catarina Sarmento e Castro (para os muitos que ainda não a conhecem), para além do seu périplo intermitente pelo país, que designa como “Roteiro para a Justiça”, também desempenha um pouco as funções de ministrinha dos negocinhos estrangeiros.


      Sem resolver os assuntos domésticos do seu Ministério, mantendo na situação calamitosa, entre outros, o maior grupo de trabalhadores dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, participa, no Luxemburgo, no Conselho de Ministros da Justiça e Assuntos Internos da UE.


      São opções de priorização dos assuntos.


      À margem do mencionado Conselho vai mantendo reuniões e tirando fotos que publica em Portugal, talvez para os Oficiais de Justiça comprovarem que tem estado muito ocupada nos seus périplos (nacionais e internacionais) motivo pelo qual ainda não teve tempo de prestar atenção aos Oficiais de Justiça.


      A seguir está a imagem da dita atual ministra com o ministro da Proteção Legal dos Países Baixos, Franc Weerwin, com quem reuniu para discutirem temas ligados à digitalização da Justiça.


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      A imagem que segue é da mesma ministra portuguesa com o ministro da Justiça da Alemanha, Marco Buschmann, com quem abordou temas da agenda europeia.


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      A seguir, mais uma fotografia para o álbum, com o representante permanente de Portugal na UE, Pedro Lourtie.


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      Portanto, como podem ver, nas muitas fotos que compõem o álbum da atual ministra da Justiça, o tempo não lhe sobra para tratar das questõeszecas dos trabalhadores de que o seu Ministério é responsável, acreditando, talvez, que a delegação da sua responsabilidade numa entidade administrativa gestora desses trabalhadores, vem sendo a melhor e todos estão satisfeitos.


      Por mais manifestações de desagrado e luta pela defesa da dignidade da carreira, mesmo com fortes demonstrações desses mesmos trabalhadores com perda total de vencimento de dias inteiros, com adesões massivas às greves, ainda assim, a vida prossegue como se nada ocorresse neste mundo judiciário.


      Se a anterior ministra pouco fez, porque, como veio agora dizer ao Expresso, ganhava pouco, o que certamente – compreende-se agora –, parece ter condicionado a sua ação; a atual tem uma atividade viageira tão intensa que, como se vê, o seu tempo não dá para tudo.


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