Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
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Obras defeituosas inauguradas ignoraram plano urbanístico do município

      No “Roteiro da Justiça” inaugurado pela ministra da Justiça, e seus secretários, conforme já aqui demos conta, em Bragança, inaugurou obras de melhoramento do edifício do estabelecimento prisional, obras no valor de 382 mil euros, levadas a cabo pelos presos que foram remunerados pelo seu trabalho.


      Uma fonte citada pelo semanário Mensageiro de Bragança, referiu que as obras inauguradas, realizadas para melhorar o espaço do refeitório e das visitas, acabaram por contemplar a construção de salas de aula, outra biblioteca e o quarto íntimo, mas apresentam alguns problemas e falta de requisitos de qualidade, além de não seguirem o plano urbanístico definido.


      Refere o semanário que há casas de banho em que a porta, ao abrir, bate na sanita, dificuldades para pessoas de mobilizada reduzida e que não foi instalado aquecimento.


      Tinha sido elaborado um projeto de ampliação e melhoramento das instalações das instalações prisionais, devidamente estudado e pensado pela Câmara Municipal de Bragança, com a colaboração dos Serviços Prisionais, com aprovação, só que não foi utilizado nas obras agora inauguradas.


      Nota-se do exterior que o telhado do edifício prisional, que continua a ser o mesmo da construção inicial, 1951, está muito degradado e provocará infiltrações.


      Enfim, trata-se de uma obra desenrascada pelos presos com uma despesa de quase 400 mil euros.


      Recorde-se que esta ideia do “Roteiro da Justiça”, como já comparamos, idêntica à iniciativa do SFJ designada como “Caravana da Justiça”, é referida assim:


      «A ideia é contactar os atores e que certamente terão observações a fazer, ouvindo entidades sindicais para termos a noção das necessidades e procurar melhorar», explicou a ministra, que destacou o envelhecimento das pessoas que trabalham na justiça como um dos principais problemas do setor, acrescentando:


      «É transversal a outros. Há outras carreiras, cada vez mais envelhecidas, e precisamos de fazer entrar sangue novo gente nova que tenha vontade para trabalhar na Administração Pública”, referiu Catarina Sarmento e Castro.


     Sem responder se há dinheiro disponível para novas contratações, a titular da pasta da Justiça disse que “é preciso gerir bem, por isso é preciso definir prioridades para chegar onde for mais necessário”.


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      Fonte: "Mensageiro de Bragança".

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