No jornal Correio da Manhã de ontem (17MAI), na sua coluna opinativa habitual, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, subscreve um artigo que vem intitulado como: "Os Edifícios".
Vai a seguir reproduzido o dito artigo.
«No edificado dos tribunais, temos a convicção de que, além da necessidade urgente de intervenção, com reparos e obras de fundo, nomeadamente a nível de coberturas, há necessidade de se repensar outra forma de gestão.
Repare-se que a manutenção dos edifícios e equipamentos da justiça está dividida por duas entidades, o IGFEJ (Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça) e pela DGAJ (Direção-Geral da Administração da Justiça), esta última responsável por pequenas obras de manutenção, como sejam, a colagem de chão que se soltou, arranjo de portas e janelas, ares condicionados, a limpeza periódica das caleiras e telhados, etc.
A DGAJ, mal ou bem, tem feito essas obras, mas o busílis da questão está na falta de resposta do IGFEJ, pois sendo responsável pelas coberturas, paredes e afins, ou seja, cabe-lhe a responsabilidade das obras estruturais, o que acontece na maioria das vezes é que a DGAJ faz as obras e arranjos que lhe competem, por exemplo, os estragos feitos por uma inundação por águas pluviais no chão de um gabinete, e, de seguida, por falta de obras na cobertura, entra água outra vez e estraga o que acabou de ser reparado.
Andamos nisto há anos e anos, sem solução à vista. O paradigma tem de ser mudado e o SFJ está disponível para participar no encontro de uma solução.»
As expressões que realçamos deste artigo são duas:
-1- “O busílis da questão” e
-2- “Andamos nisto há anos e anos, sem solução à vista”.

Fonte: "Correio da Manhã".
