Iniciado este novo ano de 2023, inicia também esta iniciativa informativa o seu 10º (décimo) ano de existência.
Dez anos de publicações diárias, faça chuva ou faça sol, todos os dias a levar a todos a informação mais relevante de cada dia, com especial interesse para os Oficiais de Justiça.
Os milhares de leitores – Oficiais de Justiça e outros – que nos acompanham todos os dias, seja na própria página da plataforma Sapo, seja no Facebook, no Reddit ou no Twitter, bem como através da subscrição por e-mail dos artigos diários, vêm, ao longo desta década, subindo, sempre subindo, e não diminuindo, no acompanhamento e interesse desta iniciativa.
Apesar das vicissitudes da carreira, dos circuitos legislativos e de todas e tantas contrariedades e mentiras dos governos, sempre viemos obtendo mais e mais leitores e subscritores, o que denota interesse, mas, acima de tudo, denota também desesperança.
Desesperança porque a carreira e os seus sindicatos se mostram impotentes perante uma administração governativa prepotente e escandalosamente desprestigiante da sua ação para com os Oficiais de Justiça.
Ainda ontem aqui reproduzimos o artigo do presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), com o qual encerra o ano e afirma: «Algo terá de mudar e depressa. É certo que não aceitaremos mais promessas.»
Essa afirmação preponderante é, ao mesmo tempo, sinal do desconsolo e do desespero que se arrasta há tantos anos, tal como há tantos anos se repetem afirmações semelhantes.
É nesta aflição que os Oficiais de Justiça vão encontrando algum consolo, ou atenuação, da sua dor diária provocada pela fustigação do presente sem futuro.
Cada novo início de ano é sempre motivo de uma renovada esperança em face dos votos que ecoam por todo o lado de felicidade e seus respetivos votos de prosperidade. E há quem tome determinações relevantes, como deixar de fumar ou iniciar uma dieta, etc., ainda que dentro de algumas semanas muitos venham a desistir.
No entanto, estamos num momento próprio para a tomada dessas determinações de novo ano e, nesse sentido, seguindo aquele desejo expresso por António Marçal: “algo terá de mudar”, questionamos os nossos leitores sobre qual a determinação de novo ano que deveríamos tomar para 2023, e isto porque, sinceramente, não conseguimos exprimir nenhuma.
Como sempre, na parte final do artigo encontram a opção “Comentar” e “Ver Comentários”, onde podem expressar a vossa opinião e também responder às opiniões de outros leitores.

