Na manhã da passada sexta-feira, 16OUT, realizou o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) um plenário de trabalhadores na rua, à entrada do Palácio da Justiça de Coimbra.
Sob o lema “Essenciais à Justiça. Inegociáveis na dignidade!”, esta reunião pretendeu dar destaque à necessidade de valorização da carreira, reafirmando os diversos e velhos diagnósticos, ao mesmo tempo que se reafirma a habitual exigência de que venha alguém que faça algo por todos, porque os todos não fazem nada por si próprios.
Helena Oliveira, do SFJ, disse ao Diário as Beiras que “continuamos a negociar o nosso estatuto profissional, que está para ser revisto há 20 anos. Andamos de negociação em negociação, sem chegar a nenhum resultado”, acrescentando que “faltam cerca de dois mil funcionários nos tribunais de todo o país e, por isso, temos de trabalhar por três ou quatro” e que “a classe profissional está cada vez mais envelhecida, com uma média nacional de 50 anos de idade”, embora na Comarca de Coimbra ainda seja pior, com uma média de idades dos funcionários judiciais de cerca de 55 anos, esclareceu.
Os plenários servem para descarregar um pouco do nervosismo acumulado dos Oficiais de Justiça, especialmente daqueles que defendem ações mais firmes como a greve, mas estas ações são meros analgésicos que suprimem a dor no momento, mas não tratam o problema.
Seguem abaixo algumas imagens da concentração, ou manifestação, à porta do Palácio de Coimbra, cujos propósitos de efetivo plenário se diluem na vontade da manifestação e naquilo que parece ser uma greve sem o ser.

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