Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
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“O Ministério da Justiça revela não ser pessoa de bem, nem agir de boa-fé”

      Publicou ontem o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) uma nota informativa esclarecendo a reunião que teve no Ministério da Justiça a 31MAR, nessa data por não ter aceite a data antes marcada para a reunião que ocorreu apenas com o SFJ.


      Diz assim:


      «O Sindicato dos Oficiais de Justiça reuniu-se, dia 31 de março, no Ministério da Justiça, com o Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Dr. Jorge Alves Costa, numa reunião que contou, igualmente, com a presença das Senhoras Diretora-geral, Dra. Isabel Matos Namora, Subdiretora-geral, Dra. Ana Cáceres e Chefe de Gabinete do SEAJ, Dra. Fátima Consciência.


     A reunião ocorreu na sequência da que se realizou no dia 15 de fevereiro. Nessa data foi proposta uma reunião, também a este Sindicato – a reunião não foi conjunta –, para o dia 23 de março.


      Porém, e decorre dos formalismos legais, ainda que a proposta de estatuto tivesse sido publicada, no BTE, no dia seguinte – 16 de fevereiro –, dificilmente seria colocada em negociação no dia 23 de março. Consequentemente, o SOJ procurou conhecer a ordem de trabalhos, antecipadamente, pois é importante rigor neste processo.


      Perante o exposto, foi este Sindicato, SOJ, informado de que a reunião serviria, apenas, para fazer um balanço e ponto da situação, relativamente ao estatuto. Assim, consultada a agenda deste Sindicato, a reunião foi adiada para o final do mês de março, até para que se pudesse analisar e discutir o movimento que seria expectável já fosse conhecido, como veio a acontecer.


      Clarificando: o SOJ não reuniu no dia 23 de março, pois que solicitou o adiamento, pelas razões acima expostas.»


      Expostos os motivos e o esclarecimento pelo qual a reunião não foi conjunta, o SOJ passa a enumerar os assuntos abordados na reunião.


      E diz assim:


      Nesta reunião, de dia 31 de março, foi discutido o seguinte:


      – ESTATUTO: Sobre a matéria nada de novo foi apresentado. Contudo, contrariando o que foi transmitido à carreira, mas tal como decorre da lei, o Governo reitera que o processo negocial só se iniciará depois de publicado em BTE e decorrido o prazo para apreciação pública.


      – PROMOÇÕES: O Governo, mesmo depois de ter aderido à nossa argumentação, vem agora defender que as promoções só poderão ocorrer no âmbito de um estatuto novo. Isto é, o Governo parece entender que há um vazio legal e que os Oficiais de Justiça não têm estatuto, pois que aguarda a entrada em vigor de um “novo estatuto” para, então, cumprir com os seus deveres.


      Assim, conhecida a posição do Governo, temos de encontrar forma de incumprir o atual estatuto, pois se ele inexiste, tanto ficam afetados os direitos como os deveres.


      – SUPLEMENTO: O Ministério da Justiça, depois de se ter comprometido em iniciar o processo de autonomização do DL n.º 485/99, de 10 de novembro, veio agora referir que tendo essa matéria sido discutida somente com este Sindicato, por ter sido apresentada pelo mesmo, verificou mais tarde que a iniciativa de autonomizar o Diploma, não recolhia o apoio de todos.  O SOJ insiste, numa primeira fase, na autonomização dos processos que estão aprovados em sede de Orçamento de Estado.


      Após a apresentação destes pontos, foi solicitado a este Sindicato que retirasse o Aviso Prévio de Greve, no que só pode ser entendido como uma provocação, pois que o Ministério da Justiça revela não ser pessoa de bem, nem agir de boa-fé pelo que, atualmente, não merece credibilidade.


      Ainda assim, o SOJ colocou em discussão as seguintes matérias:


      DGAJ: O SOJ entende, e isso mesmo defendeu na reunião, que a/os atuais dirigentes da DGAJ já não reúnem a credibilidade e confiança necessárias, nomeadamente junto dos Oficiais de Justiça, para exercer e cumprir cabalmente as suas funções. Assim, compete ao Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Justiça reavaliar a continuidade da/os (ir)responsáveis da DGAJ. Nada nos move contra as pessoas, mas é necessário agir, para salvaguarda dessa Direção-Geral.


      CORTE NO SALÁRIO – GREVE DA TARDE: Essa matéria havia sido discutida na reunião de 15 de fevereiro, com o SEAJ e, posteriormente, em reunião ocorrida, dia 20 de fevereiro, com a DGAJ. Foi então reconhecido que o corte salarial só se aplicava a partir do momento em que o trabalhador aderisse à greve.


      Assim, e colocada novamente a matéria, perante o corte indevido no salário de alguns colegas, a DGAJ assumiu o erro e informou que o corte efetuado, ilegalmente, sobre horas trabalhadas, será reposto este mês.


      DECRETO-LEI N.º 65/2019 de 20 de maio: A entrada em vigor do diploma gerou muitas injustiças que se arrastam no tempo. Essa foi matéria discutida, antes e após a entrada em vigor deste diploma, nomeadamente, em sede de Administração Pública, pois que o mesmo abrangeu diversas carreiras.


      Sucede que, atualmente, diversos colegas têm contactado os Sindicatos no sentido de intervirem para que possa ser corrigida a situação.


      Assim, e sem prejuízo de outras ações, tendentes a corrigir a situação, a matéria foi apresentada, bem como a da inconstitucionalidade do Estatuto, ao Senhor Secretário do Estado Adjunto e da Justiça, no sentido de que possa ser apreciada, nomeadamente com a Senhora Secretária de Estado da Administração Publica. O Senhor SEAJ comprometeu-se a apreciar a matéria e, posteriormente, analisar conjuntamente com o membro do Governo responsável pela Administração Pública.


      CRHONUS: A matéria foi discutida e ficou estabelecida uma tolerância de 20 minutos, diária, para que os colegas possam registar-se na plataforma. Esta tolerância não é compensada.


      Ficou também definido que o nome da plataforma seria alterado, o que veio a acontecer.


      Mais, ficou agendada uma reunião, a realizar na DGAJ, para que possam ser apresentadas “anomalias”, entretanto detetadas e de forma a serem corrigidas. Igualmente, serão apreciados e discutidos, nessa reunião, os movimentos.


     Concluindo: O Governo insiste em tentar diminuir e menorizar os Oficiais de Justiça, pelo que a greve das tardes, que teve forte impacto e abriu espaço a outras greves, se mantém – afirmando a coerência e firmeza da carreira – e a Luta Será Reforçada, com novas ações.»


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      Fonte: “SOJ-Info”.

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