Durante este período festivo, em alguns tribunais e serviços do Ministério Público, os Oficiais de Justiça, sozinhos ou em grupo alargado aos magistrados judiciais e, ou, do Ministério Público, costumam cotizar-se para oferecer alguns presentes e, ou, bens, a centros sociais, casas de acolhimento de vítimas e crianças em perigo, ou a concretas pessoas e crianças com quem lidam, ou lidaram, ao longo do ano ou ao longo dos anos.
Trata-se de uma não resistência ou de uma falta de carapaça endurecida perante os problemas com que se deparam no dia a dia e, sensíveis a tais vivências, ainda que seja uma vez ao ano, participam nestas iniciativas.
Sabemos de algumas iniciativas levadas a cabo estes dias, mas também sabemos de algumas que, lamentavelmente, deixaram de existir.
Vem isto a propósito da notícia que vimos estes dias no jornal regional “O Minho” e que a seguir vamos reproduzir como exemplo.
Consta assim em título: “Tribunal Administrativo de Braga oferece bens a centro social”.
«Os juízes, os magistrados do Ministério Público e os Oficiais de Justiça do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga entregaram, um conjunto de bens, recolhidos entre todos, ao Centro Social da Paróquia de S. Lázaro.
O ato contou com a presença da presidente do Tribunal, Bárbara Teles, do administrador dos Tribunais Administrativos do Norte, Eduardo Faria, e de dois Oficiais de Justiça.
A recebê-los estava Luís Sá, diretor-geral do Centro Social – em representação do padre Rúben Faria, que preside à Direção – o qual enalteceu o gesto – que se repete anualmente – de entrega de produtos alimentares, vestuário e outros bens, prometendo que serão encaminhados para quem deles necessita.
Na ocasião, revelou que o Centro Social vai abrir uma nova creche em Braga para 92 crianças e está a construir, em Vila Verde, uma nova ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas), capaz de receber 120 pessoas e que estará concluída em outubro de 2025.
Por sua vez, a Presidente do Tribunal enalteceu o trabalho do Centro em prol da comunidade bracarense e da região e prometeu que a entidade judicial continuaria a apoiar as suas iniciativas.
A “O Minho”, o administrador dos tribunais administrativos nortenhos adiantou que a recolha e entrega de bens decorre, nesta quadra, em todos os existentes na região Norte, com a respetiva entrega às instituições sociais locais.»
Portanto, de acordo com a informação do Oficial de Justiça que ocupa o cargo de Administrador Judiciário dos TAF da zona norte, e que são: os TAF de Braga, Mirandela, Penafiel e do Porto, em todos se recolherão bens para ofertar a instituições de solidariedade social de cada uma das respetivas áreas.
Esta iniciativa dos TAF da zona norte tem de ser replicada pelo país fora, aumentando as iniciativas locais de determinados juízos ou secções do MP ou de determinados núcleos. Os Oficiais de Justiça têm de tomar esta iniciativa e esta responsabilidade, porque bem conhecem as misérias das pessoas com quem lidam todos os dias.

Fonte: “O Minho”.
