Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

O desalento e o não esmorecimento

      O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, afirmou no seu habitual artigo das quartas-feiras no Correio da Manhã, que “A luta não esmoreceu”, assim intitulando o último artigo publicado na edição de ontem daquele diário.


      Nesse seu artigo, Marçal aborda a situação das greves dos Oficiais de Justiça que vêm provocando a paragem nos tribunais desde janeiro deste ano, questionando-se sobre “A quem interessa tão longa paragem?”.


      Marçal responde indicando a quem certamente não interessa, indicando que estes serão os profissionais do foro.


      Quanto ao não esmorecimento da luta, surgem dúvidas aos Oficiais de Justiça sobre se tal realmente se verifica, uma vez que a greve ora apresentada para junho e julho, para além de ser uma greve às pinguinhas, cujo impacto e firmeza se apresenta com diluição, acresce este interregno de um mês, deste mês em curso, aspetos que, necessariamente, criam um esmorecimento nos Oficiais de Justiça. Se, de facto, o desalento das pessoas é uma coisa, enquanto que o esmorecimento da luta é outra, ambas estão, no entanto, necessariamente ligadas e se as pessoas se mostrarem desanimadas, a repercussão na luta é mais do que evidente.


      Consta assim no mencionado artigo:


      «Os Oficiais de Justiça portugueses têm batalhado pela dignificação da sua classe de forma corajosa e abnegada por se sentirem humilhados e maltratados por quem os tutela. É verdade que esta luta, que parece não ter fim à vista, tem trazido para a opinião pública, através da sua visibilidade, o conhecimento da sua importância na engrenagem judiciária.


      Como já referimos outras vezes e é do conhecimento público, houve um momento alto em que de todos os quadrantes do judiciário e até do senhor Presidente da República foi demonstrado um apoio inequívoco a esta classe profissional. Apoio com o qual continuamos a contar e que reconhecemos como essencial para a obtenção dos objetivos propostos.


      Para além das justas reivindicações da classe, também é urgentemente necessária a tão desejada paz social. Os cidadãos merecem uma justiça que se faça e não que fique parada por teimosia de um Governo. Os tribunais convivem com greves desde janeiro e, se nada for feito, o mais provável é serem prolongadas para lá das férias judiciais de verão.


      A quem interessa tão longa paragem? Ao cidadão e aos profissionais do foro com certeza que não é.»


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      Fontes: “Correio da Manhã” e “SFJ”.

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