Começa hoje, 20OUT, a fusão, para o utilizador Oficial de Justiça, da plataforma SITAF com o Citius, unificando o sistema de informação de suporte à atividade dos tribunais. No entanto, não será o Citius a única plataforma nos tribunais, pelo contrário, o Citius será apenas mais uma e aquela que receberá informação de outras, pelo menos de mais quatro plataformas ou interfaces distintas, consoante a condição processual do interveniente.
Assim, a partir de hoje, a consulta de processos e a apresentação de peças, quer da jurisdição comum, que inclui os tribunais criminais e cíveis, quer da dos tribunais administrativos e fiscais, serão feitas através do “Citius.WEB”, enquanto a tramitação processual será realizada pelos magistrados via “MAGISTRATUS” e “MPCODEX” e pelas secretarias via “eTribunal CITIUS”.
Contactada pela Lusa sobre a migração do Sistema de Informação de gestão dos Tribunais Administrativos e Fiscais (SITAF) para o CITIUS, sistema até agora usado somente na jurisdição comum e que passará a ser o único existente, fonte oficial do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (CSTAF) sublinhou que este órgão colabora “há vários meses” com o IGFEJ “para que o CITIUS assegure, de forma eficaz, as funcionalidades essenciais que o SITAF garantia”.
O Conselho Superior dos TAF reconheceu ainda que “o SITAF se encontrava já desatualizado face às exigências atuais, o que se espera é que o novo sistema preserve os aspetos positivos que tinha, e, ao mesmo tempo, traga para a jurisdição administrativa e fiscal os benefícios e melhorias que CITIUS oferece”.
O SITAF foi desligado às 17H00 da passada sexta-feira e todos esperam que hoje tudo funcione bem, sem acréscimo de mais problemas, a que os utilizadores do Citius estão habituados, e, desde logo, que não haja nenhum novo apagão como o que ocorreu em setembro de 2014 em que alguns aspetos demoraram vários meses a estabilizar.
Disse-te para rodar no sentido dos ponteiros do relógio, porque assim é que aperta, e perguntaste-me o que eram os ponteiros do relógio.

Fonte: “CSTAF” e “Observador”.
