Decorrem obras na área do Palácio da Justiça de Lisboa, designadamente nas instalações da Polícia de Segurança Pública (PSP) ali existentes, que, de acordo com a associação ambientalista Quercus e a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), não cumprem as regras de segurança no que diz respeito à retirada do amianto.
Embora a retirada do amianto esteja circunscrita às instalações da Polícia, toda a área do Palácio da Justiça e, por conseguinte, todos os utilizadores do mesmo, estão sujeitos à exposição deste material altamente cancerígeno que, quando respirado, as suas diminutas partículas instalam-se danosamente nos pulmões.
Tanto a associação ambientalista Quercus como a ASPP já pediram esclarecimentos urgentes, com o argumento de que as obras não estão a respeitar as regras de segurança previstas para a retirada daquele material perigoso e que está a ser objeto de queixas por parte dos polícias que ali exercem serviço.
Cármen Lima, do Centro de Informação de Resíduos da Quercus, explicava à TSF que as obras estão autorizadas pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), mas não estão a ser respeitadas regras de proteção e isolamento, nomeadamente porque estamos perante amianto friável mais suscetível de se espalhar durante as obras, além de terem acessos inadequados, deficiente proteção dos trabalhadores e um mau armazenamento dos resíduos.
Cármen Lima diz também que os sacos com amianto estão mal identificados e explica o que pediram à ACT.
O amianto torna-se especialmente perigoso quando se mexe com ele, pois enquanto está instalado, inacessível e estável, o risco é diminuto mas logo que nele se mexa, o perigo passa a ser eminente. A Quercus diz que se as regras não forem cumpridas os polícias que depois forem para o local arriscam-se a ter mais riscos para a saúde do que antes das obras.
Pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Rodrigues confirma que já recebeu queixas de agentes no local preocupados com a forma como veem as obras a serem feitas.
A ASPP pediu esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna sobre esta obra, enquanto que do lado da Quercus já seguiu uma queixa para a ACT e irão em breve outras para o Ministério da Justiça e para a Inspeção do Ambiente.
Alguma da informação base para a elaboração deste artigo, e aqui pontual e parcialmente reproduzida e, ou, adaptada, foi obtida na fonte (com hiperligação contida): TSF.

