Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Número de Oficiais de Justiça Sempre a descer

      Os Oficiais de Justiça manifestaram grande estupefação pelos números que ontem aqui publicamos, extraídos das listagens das listas de antiguidade a 31DEZ2021.


      Note-se bem que que são números oficiais divulgados pela entidade governamental que tem a responsabilidade legal da gestão dos recursos humanos dos Oficiais de Justiça nos tribunais e nos serviços do Ministério Público. Não são números por nós calculados, inventados ou copiados de fontes diversas como dos sindicatos ou da Lua; são números que o Governo tem que apresentar e que, sem pudor, o faz.


      A gestão dos recursos humanos dos Oficiais de Justiça é meramente residual, gerida em duodécimos de pequenos Movimentos com inúmeras restrições de acessos a lugares e zero promoções.


      É esta uma gestão eficaz que visa uma melhore prestação do serviço ao cidadão, ou é esta a gestão que se pretende ter; que propositadamente se quer ter, com o objetivo de a destruir, de a conduzir a um ponto tal que qualquer oferta que seja apresentada venha a ser considerada boa, em face do desespero a que se pretende chegar?


      Sem ir mais longe, designadamente a tempos mais distantes, nos últimos 3 anos (2019, 2020 e 2021), os quadros dos Oficiais de justiça continuaram deficitários mas, pior ainda, perderam-se um total de 264 profissionais.


      Perderam-se 7 Secretários de Justiça, 17 Escrivães de Direito, 5 Técnicos de Justiça Principal; 63 Escrivães Adjuntos; 30 Técnicos de Justiça Adjuntos e 133 Escrivães ou Técnicos de Justiça Auxiliares.


      Note-se bem que os números são oficiais.


      Os gráficos que ontem aqui colocamos demonstram perfeitamente a queda ao abismo desta profissão.


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      Desde o pico do ano 2005, com cerca de 9200 Oficiais de Justiça, sempre a cair até ao buraco de 2014, com cerca de 7400, até chegar, depois deste buraco – sete anos depois –, a um número mais próximo deste buraco; com os atuais 7600, os Oficiais de Justiça são assaltados por inúmeras questões sobre se a entidade administrativa que gere os Oficiais de Justiça tem condições para efetivamente gerir este enorme grupo de trabalhadores que constitui a base dos serviços prestados aos cidadãos.


      E essa questão é tão pertinente que os sindicatos não a param de a colocar e de apontar para o isco que se está a correr com tal desleixo.


      Em ternos de resposta obtiveram um ou dois projetos muito similares em que se pretendia a milagrosa solução da decomposição da carreira em duas, ideia que não só foi rejeitada como causou na comunidade profissional um grave e perigoso sentimento de desânimo e de revolta.


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