Continua esta semana a greve dos 7 dias inteiros convocada pelo SFJ e hoje é dia sem serviços mínimos a nível nacional, com exceção do município de Barcelos, devido ao seu feriado municipal.
Ontem, na concentração do Primeiro de Maio, em Lisboa, os Oficiais de Justiça marcaram uma presença muito significativa, aliás, como sucede sempre nos dias de correm, e como podem comprovar nas fotos e vídeo abaixo.


Depois de amanhã, quinta-feira, 04MAI, decorrerá um Conselho de Ministros descentralizado, desta vez em Braga, mais concretamente no mosteiro de Tibães, mas já amanhã, quarta-feira, 03MAI, têm início diversas ações do Governo em Braga, designadamente, pelos municípios do distrito de Braga.
Os Oficiais de Justiça da área minhota estão já a organizar-se para estarem presentes nas ações governativas, designadamente, no Conselho de Ministros.
E se estas ações são as do presente e do futuro próximo, quanto à nova greve do SFJ, que se seguirá a esta que acaba no final desta semana, prevê-se que só venha a ocorrer lá para o final do mês de maio, designadamente, na última semana.
A estratégia do SFJ é fazer um novo intervalo na luta, mas, desta vez, ainda maior do que o que antecedeu a greve em curso. E porquê? António Marçal explicou à Lusa que este intervalo, ou pausa, tem como objetivo “dar tempo ao Governo” para que, entre greves, possa ir ao encontro das reivindicações dos Oficiais de Justiça.
Ora, os Oficiais de Justiça bem sabem que não ficarão com a sua luta suspensa entre greves, uma vez que, finda esta a 05MAI, arranca imediatamente a greve do SOJ a todas as tardes que ora está suspensa apenas para este período da greve do SFJ, para permitir maior eficácia desta, designadamente, por deter dias inteiros sem serviços mínimos.
De acordo com a informação que o presidente do SFJ prestou à comunicação social, o aviso prévio da nova greve não será apresentado antes de 15MAI, portanto, só nesse dia ou depois, e, consequentemente, a greve só poderá ter início 10 dias após tal apresentação.
Apesar deste enorme interregno com a desculpa de permitir “dar tempo ao Governo” para ir ao encontro das reivindicações dos Oficiais de Justiça, é o próprio António Marçal que afirma à Lusa que o sindicato decidiu dar continuidade à luta, face à ausência de respostas do Ministério da Justiça, ausência essa que motiva os protestos que duram há meses e que têm motivado ainda o adiamento de milhares de diligências e julgamentos.
Há, portanto, alguma, senão mesmo toda, contradição ou incongruência, nas declarações e na estratégia prevista.
Quanto ao tipo de greve, Marçal adianta que poderá durar até 15JUL e que não será uma greve clássica, como a atual, mas que terá paralisações variáveis em comarcas, horários e jurisdições, isto é, será uma greve que não será coincidente em comarcas, em horários ou jurisdições, ou seja, a greve pode decorrer de uma forma e horário num tribunal judicial e de outra diferente nos serviços do Ministério Público, ou dentro de uma mesma comarca decorrer de forma diferente nos diferentes tribunais que a compõem.
Ora, essa nova greve terá um complexo programa de execução e calendarização, de certa forma semelhante a outras já intentadas no passado e cujo resultado, de tão pulverizado, foi pouco visível.

