Parece que estamos a iniciar uma sexta vaga de infeções Covid19, mas sem a cobertura mediática que antes havia, devido à sobreposição da guerra na Ucrânia.
Os últimos números desta sexta-feira apontam para mais quase 25 mil casos de infeção num dia e cerca de 30 mortes por dia, mantendo-se a tendência de subida, a par de haver notícias de hospitais, como o São João no Porto, cujos serviços atingiram o limite com casos Covid19.
Apesar da vacinação, as novas estirpes estão a saltar a proteção vacinal e a infetar e reinfetar com grande facilidade, também devido à supressão de medidas de proteção individual.
Nos tribunais e nos serviços do Ministério Público por todo o país vemos como os Oficiais de Justiça, apesar de apinhados em espaços pequenos para a quantidade de pessoas que ali laboral, deixaram de usar máscaras, deixaram de usar os desinfetantes e contactam com os utentes, estes também sem máscara, sendo agora exceção os que se protegem.
Estes dias foi notícia o caso do novo edifício do Tribunal de Almada onde, de acordo com as notícias, se confirmaram cerca de 40 casos, que correspondem a quase de metade de todos os trabalhadores da justiça em Almada.
Lia-se assim na comunicação social:
“Em declarações à agência Lusa, Regina Soares, Oficial de Justiça e dirigente do Sindicato dos Funcionário Judiciais na região de Lisboa, disse que na segunda-feira foram detetados oito casos, tendo o número vindo a aumentar.
Na quarta-feira, adiantou, foram testadas todas as pessoas do edifício novo do Tribunal de Almada e há registo de um total de 40 casos confirmados.
Segundo a dirigente sindical, no Tribunal de Almada (que se divide por dois edifícios distintos), trabalham 96 pessoas, a maioria no edifício novo onde foi detetado o surto.
Do total de casos confirmados, 30 são Oficiais de Justiça e os restantes magistrados e outros Funcionários Judiciais.
Apesar do elevado número de casos, a dirigente sindical referiu que, até à data, não houve adiamento de julgamentos, embora o atendimento ao público esteja apenas a ser efetuado em situações urgentes.”
Regina Soares disse ainda que o edifício seria alvo de uma desinfeção imediata.
Recebemos também notícias de outros locais do Ministério Público e dos tribunais onde o número de casos conhecidos é muito significativo, mas não sendo especialmente próprios dos trabalhadores da Justiça, uma vez que o aumento de casos acompanha, com toda a naturalidade, o aumento de casos na sociedade em geral.
Tendo em conta estes dados, é muito recomendável – claro que não é obrigatório –, mas muito recomendável, que os Oficiais de Justiça que laboram em espaços com muita gente, sejam colegas ou utentes, sem arejamento ou insuficientemente arejados, ponderem seriamente continuar a usar a proteção das máscaras e não se esqueçam de continuar a desinfeção das mãos e das coisas.
A pandemia ainda não acabou, apenas se deixou de ouvir falar nela. Os tribunais são locais onde há sempre muita gente e, na maior parte dos casos, muito próxima uns dos outros, sem arejamento permanente, o que faz com que sejam locais de um risco elevado de contágio.
Continuam a ser disponibilizadas gratuitamente máscaras de proteção facial, desinfetantes de mãos, de superfícies e de equipamentos, não havendo razão para que os Oficiais de Justiça deixem de utilizar esses meios de proteção que lhes são disponibilizados, muito menos agora que se inicia mais uma vaga de infeções.

Fonte: Notícia da Lusa em vários órgãos de comunicação social, como, por exemplo, no “Expresso”.
