Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Notícias da Caravana da Justiça do SFJ

      «Há falta de recursos humanos e de condições de trabalho nos tribunais. A garantia é do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) que, por estes dias, tem percorrido o país para ouvir o que têm a dizer os Oficiais de Justiça. Através da iniciativa “Caravana da Justiça”. O SFJ espera poder fazer um retrato real das condições dos vários tribunais.


      A Caravana andou pela comarca de Viseu, que é composta por 18 tribunais. Durante o dia desta quinta (7 de outubro), o SFJ passou por Lamego, Viseu e Tondela.


      O Jornal do Centro acompanhou a visita ao Tribunal de Viseu onde foi possível ouvir testemunhos de alguns trabalhadores que alertaram para a falta de recursos humanos, as consecutivas horas extra não compensadas ou os equipamentos obsoletos. Ao sindicato, os Oficiais de Justiça garantiram que sentem que foram esquecidos pelos governantes.


      Para conhecer a realidade dos tribunais, os trabalhadores têm preenchido inquéritos sobre recursos humanos e condições de trabalho. O objetivo é fazer chegar estes dados aos responsáveis políticos.


      A “Caravana da Justiça tem chegado a todo o país; temos seis carros a circular. O objetivo é recolher informação ao nível dos recursos humanos, edificado e equipamentos, bem como dados sobre histórias de vida dos Oficiais de Justiça. A ideia é o sindicato ficar com uma base de dados para depois poder trabalhar e reivindicar melhores condições”, explicou Luís Barros, do secretariado do SFJ da comarca de Viseu.


      O responsável sindical disse ainda que a comarca de Viseu é a que tem os recursos humanos mais envelhecidos do país, com uma média de idades entre os 55 e os 60 anos.


      “Prevê-se que em 2027, em todo o país, cerca de 2350 trabalhadores irão para a reforma. Esta é uma situação muito complicada para quem fica. Se não entrar ninguém o sistema pode colapsar”, alertou Francisco Menezes do secretariado nacional.


      O sindicalista lembrou ainda as más condições de vários tribunais, nomeadamente no distrito de Viseu. “Existem tribunais na comarca onde não há acesso a deficientes, onde chove, há ranhuras nas paredes, falta de equipamentos como impressoras. Edifícios que já foram reabilitados e requalificados e que ninguém vê se está tudo bem. Tabuaço, por exemplo, choveu no ano em que o tribunal foi construído. Castro Daire é outro caso onde há muitas infiltrações. E tudo isto se reflete no trabalho diário dos Oficiais de Justiça”, destaca.


      Estas reivindicações, “há muito exigidas”, e os resultados dos dados recolhidos pela Caravana da Justiça, vão chegar, a 15 outubro, ao presidente da Assembleia da República e ao secretário de Estado da Justiça.»


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      Fonte: Reprodução do artigo do “Jornal do Centro”.

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