Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

“Não importam os sindicatos, não importam categorias, não importa o medo ou umbigos…”

      O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), escreveu uma “Carta aos Colegas” e diz assim:


      «Colega, Bom dia!


      O Sindicato dos Oficiais de Justiça, como é do conhecimento público, entregou Aviso Prévio de Greve para os dias 12 a 16 de abril.


      A greve, ao contrário do que é por vezes comentado, é a mais forte e impactante forma de luta dos trabalhadores e, importa recordar, nem sempre foi legal. Para que possa ser hoje exercida, legalmente, foi percorrido um longo caminho de exigências, sofrimento e vidas humanas. Até por essa razão, não pode ser banalizada e muito menos desvalorizada como, por vezes, se tenta fazer.


      Mas o que está em causa, nesta greve, não é lutar somente pelo presente e o futuro da carreira, e de todos os que a constituem, com tudo o que isso representa. É também lutar contra o incumprimento da lei, contra a desconsideração e o desprezo a que tem sido submetida a carreira.


      Alguns de nós deram, e continuam a dar, “os melhores anos da sua vida” a esta carreira. Outros, iniciando-a agora, trabalhando dia e noite, continuam a “viver vidas adiadas”.


      Continuam na dependência, até económica, das famílias. O seu esforço, o trabalho realizado, dia e noite, a sua total disponibilidade não tem como contrapartida a realização pessoal, nem profissional.


      Há, entre nós, colegas a quem as famílias pagam para que estejam a trabalhar. Como seria possível, a colegas deslocalizados, pagar quartos em Lisboa, Sintra, Cascais, Oeiras, Albufeira e tantas outras cidades, na ordem dos 400/500 euros mensais, com salários a rondar os 700 euros, se não contassem com o apoio financeiro das famílias? Como seria possível a esses colegas comer uma refeição por dia – alguns nem isso –, sem o apoio das famílias? Como seria possível visitar a família, de vez em quando, sem esse apoio?


      A verdade é que há entre nós diferentes vivências, problemas diversos e nem sempre estivemos unidos, pois que os problemas de uns, não são vivenciados de igual forma pelos outros. A forma como a carreira se constitui também não tem potenciado a unidade e coesão, antes o contrário…


      Mas, até por isso, este é o momento de estarmos todos unidos a lutar pela carreira para juntos, alcançar o que nos é devido. Todos, e cada um, sabem o que queremos para a carreira, o que ambicionamos para atingir a realização pessoal e profissional.


      Por isso estaremos em Greve, nos dias 12 a 16 de abril. Uma ação de luta (greve) que é a mais forte e impactante, no quadro legal/constitucional vigente.


      A adesão tem de representar a firmeza e coesão da carreira, pois haverá quem procure encontrar fraquezas nas nossas lutas, para as explorar e se afirmar, continuando dessa forma a adiar o que nos é devido. Uma menor participação dará força a uma “tutela”, sempre pronta a desconsiderar-nos…


      Colega, de 12 a 16 de abril é fundamental a unidade e firmeza. Não importam os sindicatos, não importam categorias, não importa o medo ou umbigos… estamos conscientes do esforço, mas de 12 a 16 de abril importa o coletivo, lutar juntos, pois Unidos Somos Mais Fortes! Vamos Vencer! Adere, não deixes que outros lutem por ti, juntos vamos conseguir!»


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      Fonte: “Info.SOJ”.

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