Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Não há duas sem três, em um, ou o seu contrário

      Agenda para hoje:


      14H30 – Reunião do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) com o Ministério da Justiça e
      16H00 – Reunião do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) com o mesmo Ministério.


      Duas reuniões com a duração prevista de uma hora cada.


      Uma só carreira com dois sindicatos e duas reuniões.


      Todas as reuniões com o Ministério da Justiça têm sido com os sindicatos em separado, exceto a última em que já havia acordo com um deles para o suplemento.


      Curioso, uma vez que isto só ocorre com os Oficiais de Justiça.


      Por exemplo: o Corpo da Guarda Prisional é representado por 3 sindicatos e o Ministério da Justiça não leva a cabo 3 reuniões, mas só uma, conjunta.


      Curiosa a distinção com os Oficiais de Justiça.


      Nos demais ministérios, todos reúnem em conjunto com todos os sindicatos.


      Muito curiosa, portanto, a atitude com os sindicatos que representam os Oficiais de Justiça.


      De quem foi, ou é, a ideia? De um dos sindicatos? De ambos? Do Ministério da Justiça? É mais fácil negociar assim, em separado, e alcançar acordos?


      Na passada segunda-feira, 29JUL, o Ministério da Justiça levou a cabo uma reunião de trabalho para abordar este mesmo do Estatuto dos Oficiais de Justiça, com o Conselho Superior da Magistratura (CSM), com o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (CSTAF) e ainda com o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP).


      Ou seja, uma reunião com os três conselhos superiores. Parece haver um padrão: se forem três, ou mais, entidades, juntam-se todas numa reunião conjunta, se forem só duas, as reuniões fazem-se em separado.


      Será assim? E porquê?


      A carreira dos Oficiais de Justiça, na corda bamba desde há décadas, bate no fundo e já não interessa a ninguém, nem a novos candidatos, nem sequer aos que já entraram, há muito ou há pouco, ninguém se encontra plenamente satisfeito ou realizado com a carreira e todos imaginam um Estatuto novo e maravilhoso, perfeito, adequado e justo, desde o ponto de vista de cada um.


      Depois da reunião com os conselhos superiores, e aquilo que foi manifestado pelos mesmos, o que podem agora os dois sindicatos, enfraquecidos pela separação? Divididos para reinar?


      Os Oficiais de Justiça esperam muito, tanto, e mesmo tudo, destas negociações que conformarão o seu futuro, cada postura e cada passo acabará sempre por ser minuciosamente analisado e jamais agradará a todos e a todos os sonhos e desejos que cada um expressa diariamente, em conflito, sempre em conflito, com os demais e mesmo, em algum momento, também com os próprios.


      Com ansiedade aguardam todos as novidades das reuniões.


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