Agenda para hoje:
14H30 – Reunião do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) com o Ministério da Justiça e
16H00 – Reunião do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) com o mesmo Ministério.
Duas reuniões com a duração prevista de uma hora cada.
Uma só carreira com dois sindicatos e duas reuniões.
Todas as reuniões com o Ministério da Justiça têm sido com os sindicatos em separado, exceto a última em que já havia acordo com um deles para o suplemento.
Curioso, uma vez que isto só ocorre com os Oficiais de Justiça.
Por exemplo: o Corpo da Guarda Prisional é representado por 3 sindicatos e o Ministério da Justiça não leva a cabo 3 reuniões, mas só uma, conjunta.
Curiosa a distinção com os Oficiais de Justiça.
Nos demais ministérios, todos reúnem em conjunto com todos os sindicatos.
Muito curiosa, portanto, a atitude com os sindicatos que representam os Oficiais de Justiça.
De quem foi, ou é, a ideia? De um dos sindicatos? De ambos? Do Ministério da Justiça? É mais fácil negociar assim, em separado, e alcançar acordos?
Na passada segunda-feira, 29JUL, o Ministério da Justiça levou a cabo uma reunião de trabalho para abordar este mesmo do Estatuto dos Oficiais de Justiça, com o Conselho Superior da Magistratura (CSM), com o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (CSTAF) e ainda com o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP).
Ou seja, uma reunião com os três conselhos superiores. Parece haver um padrão: se forem três, ou mais, entidades, juntam-se todas numa reunião conjunta, se forem só duas, as reuniões fazem-se em separado.
Será assim? E porquê?
A carreira dos Oficiais de Justiça, na corda bamba desde há décadas, bate no fundo e já não interessa a ninguém, nem a novos candidatos, nem sequer aos que já entraram, há muito ou há pouco, ninguém se encontra plenamente satisfeito ou realizado com a carreira e todos imaginam um Estatuto novo e maravilhoso, perfeito, adequado e justo, desde o ponto de vista de cada um.
Depois da reunião com os conselhos superiores, e aquilo que foi manifestado pelos mesmos, o que podem agora os dois sindicatos, enfraquecidos pela separação? Divididos para reinar?
Os Oficiais de Justiça esperam muito, tanto, e mesmo tudo, destas negociações que conformarão o seu futuro, cada postura e cada passo acabará sempre por ser minuciosamente analisado e jamais agradará a todos e a todos os sonhos e desejos que cada um expressa diariamente, em conflito, sempre em conflito, com os demais e mesmo, em algum momento, também com os próprios.
Com ansiedade aguardam todos as novidades das reuniões.

