Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

“Não Desisto!”

      Hoje é dia de greve, de concentração, de manifestação, de indignação, de protesto, de luta… na rua e em todo o lado.


      Nesta luta nacional, tal como ontem divulgamos, não se concebe que haja Oficiais de Justiça que a ela não adiram. Porquê? Porque de todos os trabalhadores que exercem funções públicas, os Oficiais de Justiça são dos mais desprezados; propositadamente humilhados, por um poer político que opta sistematicamente por tal postura de desrespeito.


      Hoje a greve não é só de tarde, como vem ocorrendo por todo o país. Essa greve fantástica iniciada há um mês, não tem fim anunciado, ao contrário do que vinha sendo habitual, pois só cessará quando forem cumpridas todas as exigências mais imediatas inscritas e descritas no respetivo aviso.


      Hoje a greve é para ser aderida desde a primeira hora da manhã (ou a qualquer outra hora, a todo o momento), nesta que é uma enorme jornada de luta dos trabalhadores portugueses contra o estado de exploração a que estão votados.


      Os Oficiais de Justiça têm todos os motivos para estar indignados, têm todas as razões para protestar e têm todas as motivações para participar nesta luta, engrossando a massa indomável do conjunto de trabalhadores.


      A este propósito, desta jornada de luta de hoje, o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) nada comentou, tendo apenas divulgado a imagem do cartaz da FNSTFPS.


      Já o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) disse o seguinte:


      «Os Oficiais de Justiça são solidários com a luta de todos os trabalhadores e, no caso concreto, estão salvaguardados pelo Aviso Prévio de Greve apresentado por essa entidade Sindical, pelo que podem aderir.


      De salientar que os trabalhadores portugueses, mas não só – também os aposentados, pensionistas, os que defendem os direitos dos animais e muitos outros –, têm estado em luta, reivindicando Justiça.


      Mas os Oficiais de Justiça estão, e vão continuar, em luta por Justiça e pela Justiça. Os Oficiais de Justiça reivindicam ao Governo as condições para que possam os tribunais cumprir com a sua missão e realizar a Justiça que todos perseguem.


      Todavia, o Governo prefere condicionar a ação e a independência dos tribunais, perante a passividade das mais altas instâncias nacionais. Veremos até quando… pois a Comissão Europeia terá de ser chamada a pronunciar-se e isso mesmo faremos.


      Assim, e em conclusão, os Oficiais de Justiça podem e devem aderir a todas as lutas dos demais trabalhadores, por solidariedade e serem justa.»


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      Fontes: "CGTP-IN", “FNSTFPS”, “SFJ”  e “SOJ”.

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