Na semana passada, em Évora, a ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, quase vestia a camisola negra que vem sendo a farda da luta dos Oficiais de Justiça.
Havia mesmo uma camisola a mais e de um tamanho ajustado à estatura da ministra, mas não, não vestiu a camisola dos Oficiais de Justiça, embora tenha dito que o fazia, isto é, que está ali a "vestir a camisola" dos Oficiais de Justiça e, mais uma vez disse que "Este é o Ano dos Oficiais de Justiça".
Sempre habituados a ouvir os anos chineses como sendo de animais que aportam prosperidade e felicidade àquele povo, eis que em Portugal se inaugurou denominar os anos como o fazem os chineses, ou como se faz com as tempestades, optando a ministra da Justiça por repetir variadíssimas vezes que este é o “Ano dos Oficiais de Justiça”.
Na realidade não será bem o ano, a ser algo, poderá vir a ser o trimestre, ou o mês... Algo muito mais curto e mesmo no final do ano, porque, transcorrido que está meio ano, metade esta em que os Oficiais de Justiça só tiveram prejuízos, viram os seus meios de luta ameaçados e cerceados, continuar a classificar o ano como algo positivo, não parece nada correto, a não ser que a menção ao “Ano dos Oficiais de Justiça”, seja algo negativo, como até aqui tem sido; assim, sim, compreende-se a denominação.


Fonte: “MJ-Twitter”.
