Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
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Marçal formalizou a apresentação da sua candidatura à autarquia da Lousã

      Já no passado dia 17MAR, aqui publicamos o artigo intitulado “Marçal é candidato à Câmara Municipal da Lousã”, artigo com o qual dávamos a conhecer a aprovação de Marçal para encabeçar a lista do PS àquele Município.


      Referimos o privilégio que é para os Oficiais de Justiça continuarem a ter tão boa reputação na comunidade e continuarem a ser escolhidos nas mais diversas localidades, sendo escolhidos como candidatos para quase tudo: desde presidentes de juntas de freguesia, vereadores municipais ou deputados municipais; por todo o país exercem funções ou se candidatam Oficiais de Justiça, mas, de momento, ainda nenhum na qualidade de presidente de um município, pelo que, como dissemos na ocasião, esperamos que, ao ser eleito, seja António Marçal o primeiro a dar esta satisfação a todos os Oficiais de Justiça.


      Em declarações à agência Lusa, António Marçal afirmou que a concelhia aprovou o seu nome a 06 de março, com 16 votos a favor, cinco contra, um branco e um nulo.


      “Não foi unânime e eu também não gosto de decisões unânimes”, disse.


      O presidente do SFJ, de 60 anos, que nasceu e vive na Lousã, já foi vereador, deputado municipal, presidente da Junta de Freguesia da Lousã e, posteriormente, da União de Freguesias da Lousã e Vilarinho.


      Assim, na sequência dessa notícia de há quase dois meses, atualizámo-la hoje informando que Marçal já apresentou oficialmente a sua candidatura.


      No final do mês de abril, na Sociedade Filarmónica Lousanense, António Marçal, Oficial de Justiça, presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) e ex-presidente da União de Freguesias de Lousã e Vilarinho, apresentou a sua candidatura e as ideias principais da mesma.


      A imprensa destacou a ideia que Marçal defende com a sua candidatura que consiste na criação de um “Conselho Local de Desenvolvimento”, o qual deverá ser “pensado para ser inclusivo, eficaz e mobilizador, sério, participativo e focado na ação concreta”, como o classificou.


      Trata-se, no entender do candidato, de “um órgão consultivo e de articulação estratégica” que contará com a presença de “todos os atores sociais relevantes da Lousã”.


      “Definir linhas orientadoras de desenvolvimento sustentável” e “propor iniciativas e projetos de interesse estratégico para o concelho” são as principais missões deste órgão.


      “Esta será uma ferramenta poderosíssima para envolver a sociedade lousanense – e até para servir de exemplo a outros concelhos”, disse.


      Também a criação de “Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável” faz parte das propostas programáticas de António Marçal num mandato que pretende ser de continuidade e de inovação.


      Na apresentação da candidatura usaram ainda da palavra o presidente da Federação Distrital de Coimbra do Partido Socialista, João Portugal; o cabeça de lista do PS no círculo eleitoral de Coimbra, Pedro Delgado Alves, e a atual presidente da União de Freguesias de Lousã e Vilarinho, Helena Correia.


Marcal-CampanhaAutarquicasPS2025(NoticiasDeCoimbra


      Alguns Oficiais de Justiça costumam mostrar desagrado por ver Marçal tão envolvido politicamente, considerando mesmo que nas vestes de presidente do SFJ não devia ter nenhuma atividade política.


      Ora, o facto de ser presidente de um sindicato não pode condicionar nem retirar direitos a ninguém, entre eles, o direito a ser candidato a tudo quanto quiser. Aliás, o facto do presidente do SFJ se dedicar a atividade política é uma mais-valia, não só para o próprio, como para toda a classe que representa enquanto sindicalista.


      A experiência que colhe e absorve da sua atividade política permite-lhe um melhor desempenho da sua atividade sindical, podendo aportar mais-valia à carreira que representa.


      O único óbice poderá ser o exercício de funções enquanto presidente do Município, se vencer as eleições, como se prevê que aconteça, o cargo irá ocupar-lhe muito tempo, não tendo oportunidade de bem desempenhar as funções sindicais e, por isso, já não se recandidata ao SFJ.


      Marçal já acumulou as funções sindicais com outros cargos autárquicos, designadamente, como presidente de junta de freguesia, entre outras funções.


      Mas não é só António Marçal que concorre em listas partidárias às autárquicas. Por todo o país, muitos Oficiais de Justiça estão em listas para as câmaras municipais e para as assembleias de freguesia ou municipais. Muitos Oficiais de Justiça são convidados para integrarem as listas dos mais variados partidos e acabam eleitos e a desempenhar as mais diversas funções.


      Para os Oficiais de Justiça em geral, tais escolhas devem ser motivo de orgulho e não motivo de desprezo. Por isso, de igual forma, a candidatura à Câmara Municipal da Lousã de António Marçal, é algo que deve dar satisfação aos Oficiais de Justiça e não, nem nunca, o contrário.


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      Fonte: “Notícias de Coimbra”.

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