Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
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Marçal é candidato à Câmara Municipal da Lousã

      Os Oficiais de Justiça têm visto em alguns órgãos de comunicação social a notícia de que o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) é o cabeça de lista pelo Partido Socialista (PS) à Câmara Municipal da Lousã.


      Desde há muitos anos que António Marçal está ligado à concelhia do PS naquele que é o seu concelho de origem, pelo que não é nada estranho que seja agora o cabeça de lista nas próximas autárquicas.


      Daquilo que temos conhecimento, é o PS que preside ao município da Lousã (desde 1982) e o seu atual presidente esgotou os três mandatos possíveis, não podendo recandidatar-se.


      Em declarações à agência Lusa, António Marçal afirmou que a concelhia aprovou o seu nome a 06 de março, com 16 votos a favor, cinco contra, um branco e um nulo.


      “Não foi unânime e eu também não gosto de decisões unânimes”, disse.


      O presidente do SFJ, de 60 anos, que nasceu e vive na Lousã, é Oficial de Justiça, tendo sido no passado vereador, deputado municipal, presidente da Junta de Freguesia da Lousã e, posteriormente, da União de Freguesias da Lousã e Vilarinho.


      Para António Marçal, há um projeto do PS para a Lousã que tem merecido o apoio dos cidadãos do concelho, considerando que é preciso ter “orgulho por tudo o que foi feito no passado”.


      Alguns Oficiais de Justiça mostraram desagrado por ver Marçal tão envolvido politicamente, considerando mesmo que nas vestes de presidente do SFJ não devia ter nenhuma atividade política.


      Ora, o facto de ser presidente de um sindicato não pode condicionar nem retirar direitos a ninguém, entre eles, o direito a ser candidato a tudo quanto quiser. Aliás, o facto do presidente do SFJ se dedicar a atividade política é uma mais-valia, não só para o próprio, como para toda a classe que representa enquanto sindicalista.


      A experiência que colhe e absorve da sua atividade política permite-lhe um melhor desempenho da sua atividade sindical, podendo aportar mais-valia à carreira que representa.


      O único óbice poderá ser o exercício de funções enquanto presidente do Município, se vencer as eleições, como se prevê que vença, cargo que lhe ocupará muito tempo, não deixando tempo bastante para as funções sindicais.


      Marçal já acumulou as funções sindicais com outros cargos autárquicos, designadamente, como presidente de junta de freguesia, entre outras funções.


      Mas não é só António Marçal que concorre em listas partidárias às autárquicas. Por todo o país, muitos Oficiais de Justiça estão em listas para as câmaras municipais e para as assembleias de freguesia ou municipais. Muitos Oficiais de Justiça são convidados para integrarem as listas dos mais variados partidos e acabam eleitos e a desempenhar as mais diversas funções.


      Para os Oficiais de Justiça em geral, tais escolhas devem ser motivo de orgulho e não motivo de desprezo. De igual forma, a candidatura à Câmara Municipal da Lousã de António Marçal, é algo que deve dar satisfação aos Oficiais de Justiça e não, nem nunca, o contrário.


      É um privilégio que os Oficiais de Justiça continuem a ter tão boa reputação e continuem a ser escolhidos nas suas localidades.


      Desde presidentes de juntas de freguesia, vereadores municipais ou deputados municipais, por todo o país exercem funções Oficiais de Justiça, mas, de momento, ainda nenhum na qualidade de presidente de um município, pelo que esperamos que seja António Marçal a dar esta satisfação a todos os Oficiais de Justiça.


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      Fontes: “Notícias de Coimbra” e “Observador”.

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