Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Manif em Fornos de Algodres

      A Câmara Municipal de Fornos de Algodres promoveu na semana passada uma manifestação pública pela manutenção do tribunal, que juntou várias centenas de pessoas, e o seu presidente prometeu encetar outras formas de luta pela continuidade do serviço.


      Durante a ação de protesto realizada durante cerca de uma hora em frente do edifício do Tribunal de Fornos de Algodres, com a presença de habitantes, autarcas e políticos, o presidente da Câmara Municipal, Manuel Fonseca, anunciou a possibilidade de a autarquia avançar com um procedimento cautelar e com uma ação popular.


      "Tudo isso vamos fazer", assegurou o autarca aos jornalistas, deixando claro que "todas as formas de luta são possíveis" para travar a decisão do Ministério da Justiça de encerrar o tribunal.


      O autarca sublinhou que aquele serviço deve continuar aberto, alegando que, fechando, a população do concelho terá que se deslocar aos concelhos vizinhos de Celorico da Beira e de Gouveia, situação que originará custos suplementares.


      "Como sabem, não há carreiras públicas [de transportes] de maneira a que as pessoas possam ir a Celorico ou a Gouveia. É essencial que este serviço se mantenha em Fornos. (...) Vamos lutar até ao fim, de maneira a que Fornos continue a ter o seu tribunal", declarou.


      Durante a ação de protesto, realizada debaixo de chuva, os manifestantes cantaram a canção de intervenção Grândola Vila Morena e o Hino Nacional.


      Também gritaram palavras de ordem como "O povo unido jamais será vencido", "Queremos o tribunal" e "A luta continua, ministra para a rua".


      Junto do edifício do tribunal colocaram também um grande cartaz com a mensagem: "Adeus ó vila de Fornos, pequenina metes graça. Srª. ministra venha para Fornos morar, a renda do tribunal é de graça".


      "Se nos levam daqui o tribunal, a vila fica uma quinta e as pessoas deixam de apresentar queixas porque têm que se deslocar para Celorico da Beira ou Gouveia", disse à agência Lusa Arminda Rodrigues, 70 anos, residente no concelho de Fornos de Algodres.


      Outro habitante, Porfírio Paraíso, de 55 anos, alertou que a deslocação para fora do concelho será "onerosa" para os habitantes, porque "não existem transportes públicos".


      Já o empresário Paulo Menano, que possui um restaurante na vila, disse à Lusa que com o encerramento do tribunal irá perder "sete mil euros por ano", visto que fornece diariamente refeições a magistrados e funcionários.



0