Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Mais um processo em tribunal contra o Movimento

      O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) acaba de anunciar aquilo que todos os Oficiais de Justiça vinham reclamando: a anulação do projeto do Movimento Ordinário deste ano, através da propositura de mais uma ação em tribunal [depois da ação do ano passado (com sentença a transitar)], designadamente, um procedimento cautelar.


      Na informação sindical do SOJ pode ler-se que este Movimento, que ainda está em curso, “padece de gritantes ilegalidades e arbitrariedades”, o que justifica o recurso, mais uma vez, aos tribunais.


      Desde a divulgação do projeto, acompanhado das novas regras apresentadas no final “do jogo”, que aqui imediatamente apontamos as ditas “gritantes ilegalidades e arbitrariedades” que, como classifica o SOJ, transformou este Movimento Ordinário num “ultraje”, que o é não só aos candidatos, mas a todos os Oficiais de Justiça.


      De acordo com a mesma informação do SOJ, a atuação da DGAJ revela ainda uma “enorme falta de decência”, opinião que é, obviamente, partilhada pela generalidade dos Oficiais de Justiça de quem o SOJ faz eco.


      Vai a seguir reproduzida a informação sindical do SOJ:


      «O facto de a DGAJ aproveitar o momento em que muitos Oficiais de Justiça já estavam em gozo de férias, para publicitar o movimento, revela não só falta de respeito para com estes trabalhadores, como também, e mais ainda, enorme falta de decência. Movimento que também padece de “gritantes” ilegalidades e arbitrariedades.


      Contudo, mais do que adjetivar os atos ou revisitar posições anteriores, o SOJ optou por entregar o processo aos serviços jurídicos deste Sindicato e, assim, no dia 28 de julho, entregou no TAC de Lisboa uma Providência Cautelar – 2251/22.8BELSB – para suspensão do ato administrativo.


      De salientar que o SOJ e o SFJ têm mantido contatos, com alguma regularidade, e também esse Sindicato vai apresentar Providência Cautelar.


      Concluindo, o SOJ não pode deixar de lamentar que o Ministério da Justiça, mais ainda quando é dirigido por magistrados, como vem ocorrendo nos últimos anos, assuma comportamento próprio de regimes autoritários e que seja necessário requerer a um tribunal, para que suspenda um ato administrativo exarado nos termos de anteriores, declarados ilegais pelos tribunais.


      Isto é, o Ministério da Justiça consciente da morosidade – de que é responsável – dos tribunais administrativos, tem usado e “abusado” do instrumento jurídico do recurso para suspender, meramente, as decisões desses tribunais e continuar a praticar atos ilegais. É o “quero, posso e mando”, é a total subversão do Estado de Direito Democrático.


      O SOJ não deixará de lutar contra as arbitrariedades e ilegalidades praticadas pelos atuais responsáveis pelo Ministério da Justiça.»


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      Fonte: “SOJ-Info”.

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