Mais casos testados positivos de Covid-19, agora com dois Oficiais de Justiça do Tribunal de Lagoa (Comércio).
Depois da confirmação, o edifício foi encerrado e procedeu-se a limpezas de desinfeção.
Outros três Oficiais de Justiça foram afastados para casa enquanto aguardam o resultado dos testes.
Entretanto, o tribunal vai se manter aberto mas apenas com um Oficial de Justiça presente e outros dois a exercer em teletrabalho.
O Juízo de Comércio de Lagoa entrou em funcionamento no ano passado, a 23-04-2019, isto é, há sensivelmente um ano, estando instalado na antiga escola EB2,3 da cidade.
No edifício exercem habitualmente funções oito Oficiais de Justiça.
O desconfinamento ainda agora começou e, talvez por mera coincidência, ou talvez não, os casos confirmados não têm tendência a descer para um nível que se admita um desconfinamento das pessoas.
De todos modos, compreenda-se que aquilo que se pretende, e sempre se pretendeu e tal pretensão nunca foi escondida, apenas não compreendida, não é preservar as pessoas do contágio com este novo coronavírus mas apenas que o contágio ocorra de forma mais controlada, com uma curva abatida de casos que permita ao Sistema Nacional de Saúde dar uma resposta sem entrar em rutura.
Estes casos não são relevantes para que o Governo dê um passo atrás, não é essa a intenção. Compreenda-se que a intenção não é atingir o nível zero de infetados mas apenas manter um número aceitável de infetados que possa ser tratado nos hospitais com a capacidade instalada e as máquinas já adquiridas, designadamente, os respiradores chineses encomendados, estando agora a sociedade e o Sistema Nacional de saúde muito bem apetrechados e preparados para dar uma resposta aos casos que, inicialmente se temeu que não fosse conseguir dar.
O apetrechamento e a disponibilidade dos meios permite hoje ao Governo ignorar o atual número de casos confirmados diários, números estes que são perfeitamente controláveis e suportáveis.
Não se vai voltar a fechar o país com números destes e com os hospitais com folga suficiente para tratar os casos atuais.
O cuidado de cada um não permitirá a total ausência de contágio, porque ninguém é tão perfeito que consiga manter-se seguro permanentemente, dia após dia, sem cometer nenhum erro. O mais certo é cada um de nós venha a ser contagiado. Mais tarde ou mais cedo sucederá. O que está na nossa mão é apenas adiar, o mais possível, o contágio para que, entretanto, possam ser desenvolvidos medicamentos e vacinas que venham a poder curar-nos.
Os tribunais não vão fechar nem o país vai fechar, porque o Governo considera que o número de mortes, tal como o número de internamentos, são perfeitamente suportáveis e os dados estatísticos sobre a pandemia mostram-se satisfatórios na medida em que são suportáveis.

Fonte da notícia: “SIC”.
