Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Mais 83 novos Oficiais de Justiça homologados do já antigo e último concurso de ingresso

      Anunciámos aqui na passada terça-feira (09JUN) o despacho publicado em Diário da República dos 249 novos Oficiais de Justiça que concluíram o período probatório, de um ano, demonstrando aptidão para o exercício de funções na carreira.

      Nessa publicação constavam aqueles que haviam completado um ano inteiro nos últimos dias de janeiro e nos primeiros dias de fevereiro deste ano.

      Nesta última quinta-feira (11JUN) nova publicação em Diário da República, vem indicar alguns esquecidos de janeiro e agora incluir muitos mais de fevereiro, num total de 83 novas homologações.

      Assim, àqueles 249 somam-se agora estes últimos 83, perfazendo o total de 332 novos Oficiais de Justiça cuja situação está homologada para o exercício de funções.

      Para os 570 lugares abertos no último concurso a que estes novos Oficiais de Justiça dizem respeito (concurso aberto em 2024), ficam a faltar ainda 238 homologações possíveis. E diz-se possíveis, e não necessárias, porque não foram preenchidos todos os lugares lançados a concurso e porque também não concluíram com êxito o período probatório todos os que o iniciaram.

      Assim, vamos continuar a aguardar as novas publicações e a contabilizar o sucesso deste último concurso, que teve início em 2024, e que já se mostra sobejamente concluído, tanto que outro já deveria ter sido lançado e com caráter urgente.

      E por que razão não foi ainda lançado um outro concurso após esse último de 2024? E por que razão não foram aproveitados os interessados já aprovados e que se encontram na bolsa de espera desde esse último concurso?

      Porque se entendeu que as negociações que decorriam para a nova carreira de grau de complexidade de nível 3 exigiam novas condições de ingresso, tal como vieram a ser acordadas e constam do projeto de diploma em apreciação pública no BTE, onde constam os seguintes cursos necessários para ingresso: “candidatos habilitados com licenciatura na área do direito, em Administração Pública e em gestão” (cfr. artigo 2º do projeto de diploma).

     Desta forma, os candidatos em espera na “Bolsa de Recrutamento”, bem como todos aqueles que estão a frequentar os cursos profissionais de 3 anos que os habilitavam a candidatar-se à carreira, de repente, deixaram de ter condições para aceder à carreira, a não ser que detenham alguma das licenciaturas que foram acordadas, tal como prevê o artigo 12º do diploma projetado que diz assim:

      «O ingresso na categoria de técnico de justiça de candidatos aos procedimentos concursais anteriores, cuja prova escrita de conhecimentos ainda se encontre válida à data de entrada em vigor do presente decreto-lei, depende do cumprimento dos requisitos de ingresso previstos no artigo 2.º» e o artigo 2º é o das licenciaturas referidas, entre outras condições.

      Com o acordo firmado entre os sindicatos e o Governo foram desperdiçados centenas de interessados, desde logo os que obtinham a formação profissional prática para o exercício técnico das funções e que tão bem o demonstraram nos últimos anos, sem que se salvaguardasse um período de transição para o aproveitamento urgente desses interessados que tanta falta fazem nos tribunais e nos serviços do Ministério Público de todo o país.

      Estranha-se a sistemática reivindicação e alertas dos sindicatos para a falta de Oficiais de Justiça, que é uma falta real que diariamente se constata por todo o lado, apontando-se já quase dois mil Oficiais de Justiça em falta, em relação aos quadros atuais, e, apesar disso, apesar deste enorme número e desta necessidade tão urgente, estranha-se que sejam desperdiçados centenas de candidatos, não só os da bolsa de recrutamento, que, recorde-se, tiveram aprovação na prova de conhecimentos, como ainda aqueles que estão a concluir a formação de três anos que dava acesso à carreira e que, afinal, já não dá.

      E foi isto que os sindicatos subscreveram.

      Fontes: artigo DD-OJ de 09JUN intitulado: "249 dos 570 já estão homologados como Oficiais de Justiça" e publicações dos despachos no Diário da República de 08JUN2026 e de 11JUN2026.

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