A viver em Portugal há cinco anos, Luana Piovani diz-se desiludida com a justiça portuguesa. A atriz esteve no programa “Júlia”, da SIC, e falou sobre o processo em tribunal com o pai dos três filhos, Pedro Scooby.
Extrato da entrevista foi destacada na página oficial da SIC no Instagram, onde a atriz brasileira começa por explicar: “Quando abri o processo de guarda e alimentos no Brasil, ele contratou uma advogada aqui em Portugal para abrir esse processo aqui. A advogada portuguesa não poderia ter aberto esse processo aqui porque sabia do processo que já tinha sido iniciado no Brasil”.
E segue assim: “Mas abriu, teve audiência, fui com as minhas advogadas aptas a explicar à juíza que já existia um processo iniciado no Brasil, que, inclusive, já havia decisões jurídicas tomadas. Não foi só o processo que se iniciou, algumas decisões já tinham sido tomadas. Ou seja, era preciso que o tribunal português respeitasse a autoridade do tribunal brasileiro”, realçou, algo que, diz, não foi tido em conta.
Esta consideração da atriz de que os tribunais portugueses devem qualquer tipo de obediência aos tribunais brasileiros é um completo erro em que labora, bem como o facto de afirmar o pai dos filhos não poderia instaurar um processo em tribunal português porque já havia processo noutro país qualquer. Mas estes erros são irrelevantes para aquilo que segue e que consideramos bem mais relevante, lamentável e que é comum a muitas situações que também são relatadas cada vez mais por muitos Oficiais de Justiça, com casos salpicados por todo o país.
Falando da audiência, contou ainda assim: “[Quando] a minha advogada pede a palavra para começar a falar, e ia explicar que no Brasil já havia o processo, já tinha decisão feita pelo juiz, e ela [a juíza] começa a gritar com a minha advogada. Gritar! O bom é que contra factos não há argumentos e isso tudo está gravado”.
A apresentadora do programa insistiu: “Gritar?”; “Mas gritar porquê?” e a resposta foi assim: “Bom, não sei, não deve ter tomado o remédio dela no dia quando acordou, não é mesmo? Para mim, uma pessoa que grita com a outra, principalmente sendo uma juíza numa audiência de conciliação, é porque ela está bastante desequilibrada, ela não poderia estar fazendo, cumprido aquele dever.”
Concluindo as declarações e referindo-se à justiça portuguesa, lamentou: “Todas as vezes que me perguntavam como era para mim morar em Portugal e eu dizia o Céu, acabei de descobrir onde é a porta do Inferno dentro do Céu”.

Fontes: "Sapo-Lifestyle" e "Vídeo-SIC-Instagram".
