Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

"Gente que sente na pele os problemas do outro e vai dando sempre um pouquinho mais"

      No último artigo de opinião publicado no Correio da Manhã, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), aborda a questão do número de Funcionários Públicos, para afirmar que o seu número não é excedentário e acaba a abordar o Serviço Nacional de Saúde.


      Diz assim:


      «Não há funcionários públicos a mais. os cidadãos têm de ter serviços públicos de qualidade, com capacidade de resposta em tempo útil. Mas tudo tem sido deixado ao descaso, vai funcionando graças ao esforço acrescido de muito boa gente que sente na pele os problemas do outro e vai dando sempre um pouquinho mais do seu esforço para que os serviços não parem.


      Os problemas avolumam-se, são visíveis e bem conhecidos dos portugueses, nomeadamente dos que vivem nas periferias.


      A justiça, é o que se cê, a cifra negra de mulheres mortas, vítimas de violência doméstica, em seis meses já é a mesma que em todo o ano transato.


      Tanto os DIAP, como as SEIVD, não têm capacidade de resposta por falta de recursos humanos. O risco que as vítimas correm, não pode ser bem avaliado quando o volume de serviço é incomportável para os Procuradores e Oficiais de Justiça que ali trabalham.


      O SNS está em coma induzido, o Governo prefere pagar 80 € à hora a médicos tarefeiros, do que criar condições efetivas para a fixação de profissionais onde eles são mais precisos.


      Não se aposta nos melhores gestores, esses vão fugindo para outras paragens. Quando um Administrador-Geral num hospital ganha 3778,97 € (SRAP2022), está tudo dito!


      Os que defendem um Estado minimalista, são os primeiros a exigir resposta a esse mesmo Estado quando as coisas apertam.»


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      Fonte: "Correio da Manhã".

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