Há quatro anos, em setembro de 2017, o então presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), Fernando Jorge, dizia ao jornal “Público” que tinha saído até “surpreendido” e com as “expectativas ultrapassadas” no encontro tido com Francisca van Dunem.
«A ministra disse ter dado boa nota no documento que lhe enviamos em junho com as nossas revindicações que considerou serem aceitáveis”, disse Fernando Jorge Fernandes. O presidente do SFJ diz que agora e durante cerca de um mês vão trabalhar nos conteúdos funcionais e que terão novo encontro com a ministra em meados de outubro», lia-se na edição do Público de 12SET2017.
Volvidos quatro anos, vemos como Fernando Jorge foi enganado nessa altura, mais uma vez, entre tantas outras, ou, em alternativa, se não foi enganado, a todos enganou.
Ou foi ingénuo anos a fio, sendo sucessivamente enganado pelo Governo, ou, não o sendo, então enganou, também sucessivamente, todos os Oficiais de Justiça.
Anos a fio de enganos sucessivos é este o panorama do estado atual da carreira.
Independentemente da origem dos enganos, os enganos existiram e existem e isto é indiscutível.
O que é que se aprendeu com os sucessivos enganos? Nada.
Qual é a atitude dos Oficiais de Justiça perante isto? Continuar a ter fé; continuar a acreditar que, outros, lhes farão justiça sem que haja um esforço próprio.
Atualmente, perante o completo caos, abismo e cansaço da carreira, o SFJ, o sindicato mais representativo dos Oficiais de Justiça, marcou um dia de greve: o dia 01SET próximo. Sim, um dia, e não 1 mês ou 1 ano.
Será um dia suficiente, especialmente depois de tantos outros dias em vão?

Fonte: “Público-12SET2017”.
