Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
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“Estamos fartos de ouvir promessas sem serem apresentadas respostas concretas”

      Já houve tempos em que se programaram interpelações aos candidatos na hora da entrega das listas das suas candidaturas nos tribunais, até com entrega de folhetos e, para além das iniciativas espontâneas dos Oficiais de Justiça, até existiram as iniciativas organizadas, designadamente, pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ).


      Estando nestes dias a decorrer a entrega de listas por todo o país, desta vez, ao que parece, os Oficiais de Justiça e seus sindicatos não têm nenhuma queixa nem nenhuma reivindicação a fazer, parecendo-nos que há apenas uma exceção e que é de Oficiais de Justiça de Guimarães.


      Nesta última sexta-feira, o Nuno Azevedo e a Mara Santos, Oficiais de Justiça, aproveitando a entrega de listas de uma coligação de partidos idêntica à do atual Governo, com os candidatos locais, designadamente à Câmara e Assembleia Municipal e ainda com a presença de um deputado da Assembleia da República e de um secretário de Estado do atual Governo, e, claro, aproveitando também a cobertura mediática do ato, dirigiram-se aos mesmos e à comunicação social, expondo os problemas reais e do dia a dia daquele edifício e das pessoas que ali laboram.


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      De entre as queixas destacam-se o calor excessivo nas atuais instalações, a falta de profissionais, o despesismo da renda considerada elevada, cerca de 30 mil euros mensais, paga pelo edifício do tribunal em Creixomil, e a demora na construção do Campus da Justiça de Guimarães.


      Segundo os Oficiais de Justiça, o Nuno Azevedo e a Mara Santos, estas dificuldades têm impacto direto no funcionamento dos serviços e, bem assim, na qualidade do atendimento prestado aos cidadãos.


      Para além da interpelação aos candidatos, deputado e secretário de Estado, os dois Oficiais de Justiça ainda prestaram declarações à comunicação social presente, designadamente a um meio local, que deu destaque em texto e vídeo, vídeo esse que abaixo disponibilizamos.


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      O Nuno Azevedo lembrou a promessa do novo Campus de Justiça “que desde 2016 ainda não saiu do papel”, afirmando ainda que “Estamos fartos de ouvir promessas sem serem apresentadas respostas concretas. Mas, este edifício precisa de obras, porque não tem qualquer isolamento térmico, continua-se sem ar condicionado na maioria das salas de audiências”, acrescentando que “as secretarias estão sobrecarregadas” sem que a tutela resolva estes problemas.


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      A Mara Santos chamou a atenção para a degradação existente no edifício imponente que está no centro da cidade, ao defender a importância da cooperação entre a tutela e o Município.


      Os Oficiais de Justiça também vão contactar com os representantes de outras forças políticas no momento em que formalizarem a entrega das suas candidaturas.


      Veja o vídeo que segue.



      Fontes: “+Guimarães Facebook”, “+Guimarães Instagram” e “Guimarães Digital”.

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