Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Eleições Legislativas a 10MAR e nos Açores a 04FEV

      Os Oficiais de Justiça, apesar de trabalharem nos tribunais, têm acabado sempre nos últimos anos também nos tribunais, não a trabalhar, mas em litigância com os governos do Partido Socialista.


      A justiça para quem nela trabalha tem sido conseguida pelo recurso aos tribunais e em oposição aos governos, à força de sucessivos processos.


      A justiça que se vai fazendo, na relação dos Oficiais de Justiça com os governos, tem sido uma mágoa sofrida à custa de greves de todo o tipo e feitio, algumas delas completamente inéditas, com profunda penalização salarial, tudo isto sucedendo apesar de ter havido ministras da Justiça que nunca se cansaram de dizer que as reivindicações dos Oficiais de Justiça eram mais do que justas.


      Mas estes governos têm governado para quem?


      Ontem, esta segunda-feira, António Costa assegurou, em entrevista, que "está magoado" com a justiça portuguesa (leia-se Ministério Público), dizendo ainda que "não é rancoroso".


      «Estou magoado, mas não sou rancoroso.», disse Costa à CNN Portugal.


      Os Oficiais de Justiça também estão magoados por, designadamente, verem que, por duas vezes, a Lei do Orçamento de Estado não foi cumprida pelo Governo e por verem também, por duas vezes de novo, as negociações do Estatuto novamente interrompidas, especialmente este ano que, dizia a ministra da Justiça, ia ser o "Ano dos Oficiais de Justiça".


      Magoados, sem dúvida, mas e rancorosos, serão?


      De uma forma geral, os Oficiais de Justiça não são nada rancorosos, de tal forma que até acabam votando e integram listas do mesmo partido que os magoa, mas há gente rancorosa; gente que está farta destes governos e que está disposta a lutar com todas as armas que tem ao seu alcance.


      Temos aqui abordado a questão das greves ao processo eleitoral relativo às eleições legislativas cuja votação ocorrerá a 10MAR, mas ontem os Oficiais de Justiça ficaram a saber que, antes dessas eleições, há outras que servirão de, chamemos-lhe: aquecimento, de preparação para as legislativas, referimo-nos às eleições regionais nos Açores, cuja votação ocorrerá a 04FEV.


      O processo eleitoral na Região Autónoma dos Açores, tramitado em janeiro e fevereiro, constituirá o primeiro passo da grande manifestação dos Oficiais de Justiça.


      As duas eleições que aí vêm serão determinantes para a afirmação dos Oficiais de Justiça. Como dissemos, desta vez, as duas greves estão isentas de serviços mínimos, pelo que a eficácia das greves será monumental.


      Posto isto, impõe-se a elaboração de uma estratégia comunicacional entre os dois sindicatos convocantes das duas greves ativas, para que a mensagem chegue, o quanto antes, nítida e cristalina ao Governo: caso não aconteça nada, os Oficiais de Justiça entrarão em greve nos dias concretos relevantes dos processos eleitorais, saindo às 12H30, sem serviços mínimos.


      A recordar:


      .a) Processos eleitorais a correr nos tribunais, tramitados por Oficiais de Justiça, para as eleições regionais a 04FEV e legislativas a 10MAR e


      .b) Duas greves ativas sem serviços mínimos.


      Os Oficiais de Justiça, tal como António Costa, estão magoados pelos maus-tratos sofridos pelos governos e, embora não sejam rancorosos, são, no entanto, revoltosos e estão gravemente indignados e agitados.


PortasDesenhadas.jpg


      Fontes: “Executive Digest” e “CNN Portugal”.

0