No seguimento da notícia que temos vindo a dar desde o artigo de terça-feira 13DEZ e do artigo de ontem, quinta-feira 15DEZ, hoje somos obrigados a voltar a abordar o tema do cartaz uma vez que devemos dar nota de uma ação completamente inédita levada a cabo pelos presidentes dos dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça.
Nunca antes se tinha visto nada assim.
Os dois presidentes dos sindicatos, do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) e do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), deslocaram-se a um tribunal com o propósito de rasgarem um cartaz que ali estava afixado.
O cartaz não lhes pertencia e a ação direta que decidiram levar a cabo prende-se com uma decisão tomada com base na sua opinião pessoal e da opinião pessoal dos seus representados.
Enquanto representantes de duas estruturas sindicais representativas da maior classe de trabalhadores da justiça, não comunicaram nem reivindicaram a ninguém a retirada do cartaz, mas agiram como os apoiantes de Trump ou de Bolsonaro, fazendo a sua justiça pelas suas próprias mãos.
Mas nem sequer solicitaram antes a retirada do cartaz? Não, avançaram para a ação direta, destruindo um bem público.
E há fotos da ação, que são as que abaixo se reproduzem e ainda vamos reproduzir a seguir a nota informativa que acompanhava as fotografias, nota essa e fotografias, que foram publicadas exatamente com o mesmo conteúdo nas páginas do Facebook de ambos os sindicatos.
Diz assim a nota conjunta do SFJ e o SOJ:
«BASTA!
Perante a campanha ignóbil, ao colocar em causa os trabalhadores, desencadeada pelo Governo e prontamente assumida pelo Ministério da Justiça, procurando escamotear a sua (in)ação – quantas vezes dando cobertura a condutas reprováveis e até de ilegalidade –, cabe aos Sindicatos assumir posição, frontal, e afirmar a força dos trabalhadores.
Rasgar um cartaz, ofensivo para os trabalhadores, é um gesto simbólico, mas deve servir para que o MJ entenda que BASTA de desconsideração.
Os presidentes da direção do SFJ e SOJ, são o rosto de um combate que se perspetiva difícil, mas que venceremos...»



