Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

E de repente: a Super-Ministra

      O apenas passageiro do carro conduzido pelo seu motorista demitiu-se a cerca de dois meses das eleições legislativas, logo agora que já não fazia falta nenhuma.


      É o Estado de Direito a funcionar, disse, para logo depois se demitir, por ver esse mesmo Estado de Direito a funcionar.


      «Sou só um passageiro, é o Estado de direito a funcionar, temos de confiar, ninguém está acima da lei», dizia de manhã para se demitir à tarde com o seguinte argumento, como se fosse novo:


      «Não posso permitir que este aproveitamento político absolutamente intolerável seja utilizado no atual quadro para penalizar a ação do Governo contra o senhor primeiro-ministro ou mesmo contra o PS. E por isso entendi solicitar hoje a exoneração das minhas funções de ministro da Administração Interna».


      Apesar da provisoriedade do atual governo, impunha-se designar alguém para as funções de ministro da Administração Interna. Quem nomear a título provisório? Quem aceitaria exercer as funções por cerca de dois meses? Fácil, não se vai buscar ninguém de fora, porque seria muito difícil e nomeia-se aquela ministra que já contava sair no final de junho, conforme havia sido combinado.


      Claro que a combinação da ministra com o primeiro-ministro não se cumpriu porque este governo sempre foi excelente em prometer e não cumprir, aliás, a própria ministra o fez, vezes sem conta, em relação aos Oficiais de Justiça.


      Como já sabem, ou adivinharam, o primeiro-ministro indicou a ministra da Justiça, Francisca van Dunem, para acumular as suas funções na Justiça com a pasta da Administração Interna até às eleições legislativas de 30 de janeiro e subsequente tomada de posse do novo governo.


      O Presidente da República aceitou a exoneração de Eduardo Cabrita e ainda a sua substituição pela ministra da Justiça, conforme proposto pelo primeiro-ministro.


      O secretário de Estado adjunto e da Justiça não acumula no Ministério da Administração Interna e mantém-se em exclusividade no Ministério da Justiça, porque são reconduzidos os atuais secretários de Estado do MAI.


      Hoje, pelas 15H00, na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em cerimónia restrita, a ministra da Justiça que queria sair depois de 30 de junho, tornar-se-á uma super-ministra, acumulando as duas pastas: MJ e MAI, porque no MJ já quase nada tinha que fazer e pode perfeitamente acumular mais uma ou mesmo mais pastas; venham elas.


MJmontagemPolicia.jpg

0