A Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) está a solicitar aos Oficiais de Justiça que respondam a um pequeno “Inquérito de satisfação dos funcionários judiciais – 2025”
Este inquérito, está disponível até ao próximo dia 13 de março e corresponde à avaliação anual relativa à atividade da DGAJ.
O objetivo deste inquérito é o de “avaliar o desempenho dos serviços e identificar oportunidades de melhoria”, conforme se lê na comunicação da DGAJ.
Informa ainda a DGAJ que “O questionário é realizado “online” e só poderá ser respondido dentro da rede interna dos tribunais. É de preenchimento simples e não são recolhidos quaisquer dados de identificação pessoal.”
No entanto, não é completamente correta a informação de que o inquérito só possa ser realizado na rede interna dos tribunais, uma vez que pode perfeitamente ser preenchido fora da rede, em casa de cada um, mas desde que se aceda ao questionário através da ligação que consta no próprio e-mail e com a caixa de correio pessoal do próprio “tribunais.org.pt” aberta.
Ou seja, é possível responder, alegadamente de forma anónima, desde que a identificação de cada um (e-mail) esteja acessível, isto é, desde que o endereço oficial de cada um (tribunais.org.pt) esteja disponível.
Evidentemente que esta afirmação foi testada, dentro e fora da rede, com e sem a caixa de correio oficial aberta.
Quer isto dizer que a participação no inquérito implica a prévia possibilidade de identificação do participante, apesar das afirmações em sentido contrário, como a do convite à participação ou a que consta do próprio inquérito que diz assim: “As respostas são integralmente anónimas, não sendo recolhidos ou registados quaisquer dados que permitam a identificação dos participantes. Quando submeter este formulário, este não irá recolher automaticamente os seus dados, como o nome e o endereço de e-mail, a menos que o forneça por si próprio.”
Ou seja, embora a identificação seja pré-requisito, é dito que, a final, não é automaticamente colhida. E, sim, apesar das legítimas dúvidas, é perfeitamente possível que, a final, não seja realmente colhida qualquer informação sobre a identificação.
Seja como for, as questões colocadas não suscitam especiais dúvidas nas respostas nem carecem de nenhuma necessidade de anonimato. Podem os Oficiais de Justiça responder com toda a sinceridade e tranquilidade às questões, quer sejam identificados, quer não o sejam, é indiferente e, mesmo na eventualidade de existir qualquer identificação, não será possível acusar ninguém pelas respostas ditas “anónimas” neste questionário ou sofrer qualquer tipo de represália.
Quer isto dizer que mesmo os mais receosos podem perfeitamente responder ao inquérito, devendo todos os mais de sete mil Oficiais de Justiça no ativo fazê-lo e dar a sua opinião verdadeira sobre a satisfação que sentem em realação à entidade administrativa que gere os tribunais e o pessoal Oficial de Justiça.
Verifique a sua caixa de correio oficial (tribunais.org.pt) e aceda pela ligação lá disponibilizada ou aceda (ou copie) o seguinte endereço: https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=Z90Q4f9BlEyDAbP439-BGXUJuuS71lVDkRQyjzmfsCZUQ0xEQjZaNzFSWTZWMzNOMDBHNUo5SlEwVi4u

