Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

De 12 só restou 1

      Nem só as greves paralisam a justiça.


      Em Setúbal, 11 dos 12 Oficiais de Justiça do Juízo de Família e Menores estão de baixa médica. Só restou um para aguentar com o trabalho dos doze, mas mesmo esse, impotente, aderiu à greve, paralisando as poucas audiências que ia fazendo.


      Esta é a notícia que a TVI dava antes de se iniciarem as férias judiciais deste verão (pode ver o vídeo nas ligações no final do artigo).


      De acordo com um elemento sindical, o elevado número de baixas médicas é justificado com o excesso de trabalho: “muito desgaste do trabalho”, diz, esclarecendo que “o ritmo desenfreado que é trabalhar com os casos dos menores, em que é tudo urgente e tudo para ontem, não se podendo deixar nada para amanhã”, levou ao cansaço das pessoas que, pelos vistos, serão em número insuficiente para assegurar a vertigem desse “ritmo desenfreado” e, por isso, sucumbem.


      A TVI refere que, para além da paragem das audiências, estavam cerca de 900 despachos por cumprir.


      Os advogados dizem que “é o caos” e que “é uma situação de emergências nacional”, porque “quando a justiça tarda, falha”.


      Entretanto, foram escolhidos alguns voluntários de várias outras áreas para desenrascar o Juízo e chegaram a ser nove os ditos voluntários que, essencialmente, asseguravam as diligências e limitam-se aos despachos mais urgentes.


      Quando as pessoas são tratadas como meros números, de tanto que são assim consideradas, vão deixando de ser um 2, valendo como tal, para passar a ser apenas um 1 e, por fim, acabam assim, chegando a ser zero.


TJ-Setubal-Entrada.jpg


      Fontes: "TVI-Player" e "TVI-Videos".

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