Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

De 1 a 100 por cento, todos os dias

      Recentemente no Público, Carlos Almeida, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), fazia um balanço da greve de todas as tardes iniciada a 10 de janeiro.


      Referia que a adesão à greve começou com taxas superiores a 80%, mas que com o decorrer do tempo as taxas têm vindo a baixar, explicando que “É normal. As pessoas também vivem do seu salário e, numa altura destas tão difícil, é um esforço grande dos trabalhadores”.


      E acrescentava: “Gostava de ter taxas diárias de adesão à greve de 100%, mas reconheço que não tem sido possível, nem é humanamente possível. Temos tido dias em que a adesão é maior e outros em que é menor, mas os seus efeitos têm-se feito sentir”.


      No mesmo artigo, o presidente do SOJ refere os tribunais encerrados, os milhares de diligências que não são feitas e conclui que “estamos a assistir a uma completa miopia intelectual por parte dos dirigentes políticos. Os dirigentes políticos, por não ser algo palpável, não percebem que o que está em causa são os direitos das pessoas”.


      À pergunta da jornalista sobre se já houve conversações com o Ministério da Justiça, Carlos Almeida respondeu que não: “Não tivemos contacto com ninguém. Nem com a tutela nem com o Presidente da República, que deveria ser, e não está a ser, o garante do regular funcionamento das instituições. O Presidente da República está alheado daquilo que são os direitos, liberdades e garantias".


      Mas se o Presidente da República e demais dirigentes políticos estão alheados, como diz Carlos Almeida, tal já não sucede com os Oficiais de Justiça, uma vez que a greve de todas as tardes se desenvolve diariamente de acordo com todas as previsões e de forma muito positiva.


      Todos os dias há tribunais e serviços do Ministério Público a encerrar totalmente e outros com adesões parciais.


      Ontem, por exemplo, recebemos imagens e informação de tribunais encerrados, como é o caso do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, com 100% de adesão, bem como fotografias do Tribunal de Vila Verde e de Guimarães, como podem ver abaixo, mas também recebemos fotografia da adesão no Tribunal de Benavente, onde apenas uma única Oficial de Justiça aderiu à greve.


      A Bruna Marques é Escrivã Auxiliar há poucos anos, trabalha em Benavente, e, apesar de desacompanhada dos seus colegas de trabalho, esteve a 100% na sua adesão, seguindo logo para a concentração de Santarém, não sem antes vestir a farda preta da luta dos Oficiais de Justiça, onde aí, sim, esteve acompanhada de muitos outros trabalhadores que, como ela, querem um futuro e uma vida melhor.


      A Bruna não foi apenas uma a aderir à greve; foi mais uma. E a sua muito digna atitude (que não tem sido única), serve aqui de exemplo, a par das adesões a 100%, do fulgor que esta greve inédita e arrojada mantém todos os dias.


      Estamos no momento mais alto da luta dos Oficiais de Justiça pela sua carreira. Na próxima semana terá início outra greve que se vem juntar a esta e que promete elevar a luta dos Oficiais de Justiça para um patamar nunca visto. Claro que abordaremos, em próximos artigos, essa greve e os seus serviços mínimos e como estes se articulam com a greve de todas as tardes e, bem assim, com a greve do trabalho fora de horas decretada no longínquo ano de 1999, mas, entretanto, ficam a seguir as fotografias antes mencionadas.


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Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga


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Tribunal de Vila Verde


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Tribunal de Guimarães


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Oficial de Justiça do Tribunal de Benavente à porta deste


Greve20230209=Benavente(BrunaMarques)(ConcSantarem


Oficial de Justiça do Tribunal de Benavente na concentração de Santarém no Dia da Indignação, Protesto e Luta.


      Fonte citada: "Público".

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