Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
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Cristiana, a Oficial de Justiça Provisória com 18 anos de idade

      Na última edição do Boletim da DGAJ, divulgado há dias, vem uma breve entrevista com a Oficial de Justiça mais nova nos tribunais, com apenas 18 anos de idade.


      Esta edição contrasta com a anterior onde a entrevista foi com o Oficial de Justiça mais antigo, com 70 anos de idade e obrigado a reformar-se pela idade.


      Cristiana Soares é natural de Lisboa e, depois de completar o curso técnico de serviços jurídicos na Escola Profissional Profitecla (Polo de Coimbra), ingressou na carreira em setembro do ano passado, exercendo funções na Comarca de Lisboa Norte, isto é, exerce funções de Oficial de Justiça Provisória há cerca de 10 meses, já quase a completar o ano de provisória.


      Passamos a reproduzir a entrevista.


      DGAJ – O que a motivou a seguir a profissão de Oficial de Justiça?


      Cristiana – Iniciei o Curso Técnico de Serviços Jurídicos com o objetivo de tirar uma licenciatura nesta área. Porém, de alguma forma, o meu estágio profissional realizado nos tribunais de Coimbra e de Lamego, fizeram-me ganhar o gosto pela profissão, o que me motivou a seguir a mesma.


      DGAJ – Como foi o seu primeiro dia de trabalho, o que sentiu ao entrar no tribunal?


      Cristiana – O meu primeiro dia de trabalho nesta profissão foi desafiante, porém extremamente interessante. A sensação de entrar neste Tribunal foi marcada por um profundo sentimento de conquista e orgulho.


      DGAJ – Ser tão jovem trouxe-lhe alguma vantagem ou dificuldade? Como tem sido a receção e o apoio por parte dos colegas mais experientes?


      Cristiana – Ser tão jovem fez-me ter algum receio quanto à integração, contudo fui muito bem acolhida. Tenho recebido apoio constante tanto dos colegas mais experientes como dos mais recentes na profissão, o que tem sido fundamental nesta fase inicial.


      DGAJ – O que é que já faz de olhos fechados?


      Cristiana – Não posso dizer que já faço algo de olhos fechados, pois todos os dias aprendemos algo novo, mesmo quando achamos que já o sabemos fazer na perfeição. Contudo, já tenho alguma confiança na elaboração de atas e no cumprimento das mesmas.


      DGAJ – Já chegou aquele momento em que pensou "vou mesmo ser Oficial de Justiça"?


      Cristiana – Sim, já pensei nisso, e cada vez mais me vejo a exercer esta profissão a longo prazo.


      DGAJ – O que é que aprendeu sobre si própria desde que ingressou nesta carreira?


      Cristiana – Aprendi que, apesar de ainda ser muito jovem, sou capaz de superar o desafio com esforço e dedicação.


      DGAJ – Se pudesse escrever um bilhete anónimo a quem entra hoje para a profissão, o que diria?


      Cristiana – Apesar dos nervos e exigências, nada é impossível com empenho e resiliência.


      DGAJ – Qual é o superpoder que seria muito útil um Oficial de Justiça ter?


      Cristiana – A capacidade de estar em vários lugares ao mesmo tempo, para dar resposta célere a todas as diligências.


      DGAJ – Já alguma vez sentiu que mudou a vida de alguém – mesmo que só um pouco – no exercício da sua função?


      Cristiana – Mudar a vida é relativo, mas acredito já ter contribuído para decisões importantes na sua vida.


      DGAJ – Qual é a parte mais invisível do seu trabalho – aquela que quase ninguém vê, mas que faz toda a diferença? O que gostaria que as pessoas soubessem sobre os Oficiais de Justiça, mas raramente sabem ou se diz?


      Cristiana – A preparação e organização das diligências, sem essa preparação prévia não seria possível a realização das mesmas e, tendo em conta o que foi referido, gostaria que se reconhecesse mais o papel silencioso, mas indispensável, dos Oficiais de Justiça.


      DGAJ – Se o seu dia de trabalho fosse um filme, qual seria o título?


      Cristiana – “Entre os prazos e o tempo da Justiça” – porque temos uma responsabilidade grande em cumprir os prazos e porque o Oficial de Justiça trabalha contra o relógio, garantindo que os prazos são cumpridos.


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      Fonte: "Boletim DGAJ #4/2025 (JUL/AGO)" - apenas acessível na rede INTRAnet da Justiça.

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