A contagem dos votos para a eleição dos quatro vogais Oficiais de Justiça, eleitos pelos seus pares, para o Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ), deu o seguinte resultado:
A Lista A (apoiada pelo SOJ) obteve 1099 votos e elegeu um vogal.
A Lista B (apoiada pelo SFJ) obteve 2472 votos e elegeu três vogais.
Os votos em branco totalizaram 439 e os nulos 144.
O número total de votantes cifrou-se nos 4154 (de 7522 eleitores), pelo que a abstenção subiu, em relação à anterior eleição, para 44,78%.
Quer isto dizer que o resultado do número de vogais eleitos no COJ se manteve inalterado, em relação à eleição anterior, mantendo a lista apoiada pelo SOJ o mesmo vogal e o SFJ os restantes três.
Em nota informativa o SFJ pronuncia-se sobre este resultado nos seguintes termos:
«O SFJ agradece a todos os Oficiais de Justiça que votaram, contribuindo para a importância da manutenção do COJ para a nossa classe.»
Por sua vez, o SOJ pronunciou-se assim:
«Apesar da nebulosidade e das “habilidades”, próprias de regimes autoritários, a lista apoiada por este Sindicato manteve o lugar que havia alcançado em ato eleitoral anterior.
O resultado presencial – empate entre as duas listas –, torna claro que a vontade dos Oficiais de Justiça se afasta, e muito, perante o poder dos “sacos de votos”.
Somos bastante críticos, e com razões fundamentadas, relativamente a este “processo eleitoral”, mas desejamos a todos os eleitos que tenham sucesso, pois o seu sucesso é o da nossa carreira.»
Em relação à anterior eleição, em 2020, constatamos que nesse ano o número de eleitores era maior: 7962, enquanto este ano eram 7522, portanto, menos 440 eleitores este ano.
Quanto aos votantes, em 2020 votaram 5128 Oficiais de Justiça enquanto que este ano o número reduziu cerca de mil, para 4154.
A taxa de abstenção que ao longo dos anos sempre rondou os 50%, em 2020 foi a mais baixa de sempre, cerca de 35%, subindo agora para os 44,78% o valor dos eleitores ausentes.
Quanto à votação para as listas, em 2020 a lista do SOJ obteve 1448 votos, enquanto que este ano obteve menos 349 votos, isto é, 1099 votos.
Em relação à lista do SFJ, em 2020 obteve 3008 votos e este ano menos 532 votos, obtendo um total de 2472 votos.
Ambas as listas perdem votos e perdem em número significativo, tendo em conta o número de votantes em cada lista.
Na realidade, não perdem apenas as listas concorrentes, uma 349 e a outra 532 votos, mas perdem todos os Oficiais de Justiça, uma vez que o número de votantes ausentes subiu para quase 45%, invertendo a tendência que se verificou na anterior eleição.
Vejamos agora o número de votos das listas apoiadas pelo SFJ nos últimos anos:
Em 2008 = 2600 (houve 3 listas) = 60,5%
Em 2011 = 2657 (houve 2 listas) = 58,4%
Em 2014 = 2378 (houve 3 listas) = 65,1%
Em 2017 = 3167 (houve apenas uma lista) = 81,1%
Em 2020 = 3008 (houve 2 listas) = 58,6%
Em 2023 = 2472 (houve 2 listas) = 59,5%
Vejamos agora o número de votos das listas apoiadas pelo SOJ nos últimos anos:
Em 2008 = 504 (houve 3 listas) = 11,7%
Em 2011 = 483 (houve 2 listas) = 10,6%
Em 2014 = 467 (houve 3 listas) = 12,7%
Em 2017 = 0 (abandonou a eleição) = 0%
Em 2020 = 1448 (houve 2 listas) = 28,2%
Em 2023 = 1099 (houve 2 listas) = 26,5%
Em termos percentuais, sobe 1% o SFJ e desce cerca de 2% o SOJ,
Pese embora a descida de votos que afetou as duas listas, a relação percentual dos votantes com a suas escolhas pode considerar-se estável, desde a anterior eleição em 2020, ano em que o SOJ deu um visível pulo na eleição.
Mas para se poder apreciar todos estes números e a sua variação ao longo dos anos, nada melhor do que analisar o gráfico que construímos com todos estes valores, designadamente, os votos brancos e nulos que continuam a representar um número muito significativo.
Se nas eleições anteriores esses votos (brancos e nulos) totalizavam cerca de 13% dos votos, tal como, mais, ou menos, vinha sucedendo, este ano tal valor sobe para os 14%

