Oficial de Justiça

DIÁRIO DIGITAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA DE PORTUGAL
publicação periódica independente com 14 ANOS de publicações DIÁRIAS especialmente dirigidas aos Oficiais de Justiça

Catarina quer continuar a ser ministra da Justiça no próximo governo PS

      Ontem, a atual e ainda ministra da Justiça, de seu nome Catarina Sarmento e Castro, anunciou que tem interesse em continuar em ser ministra da Justiça no próximo governo PS que saia vencedor das próximas eleições de março, assim reassumindo o cargo para “continuar a trabalhar em prol da justiça”, disse ontem em Beja.


      E para demonstrar esse seu empenho em “trabalhar em prol da justiça”, começou logo a assentar tijolo na obra do futuro novo palácio da justiça de Beja que, garantiu, abrirá portas no próximo mês de setembro.


      Ou seja, 2024 será “O Ano do Palácio da Justiça de Beja”.


      “Deverá entrar em funcionamento em setembro, após o regresso das férias judiciais”, disse.


MJ-CSC-BejaObraPJ20240103(1).jpg


      «Estou disponível para continuar a trabalhar em prol da justiça, caso o Partido Socialista forme Governo após as eleições de 10 de março e se essa for a vontade do nosso secretário-geral [Pedro Nuno Santos].»


      No que se refere à obra do novo Palácio da Justiça de Beja, a atual, ainda e desejosa futura ministra da Justiça referiu que esta é a “obra mais emblemática deste Governo, em tribunais, é sem sombra de dúvida esta” e ainda que “será uma casa da justiça das melhores do país e a nível europeu, construída no âmbito da coesão territorial no espaço da justiça”.


      Para justificar esta ação de campanha, em que todos os membros do Governo estão envolvidos, esta espécie de inauguração da obra inacabada foi explicada como sendo o momento em que a obra começa a tratar o interior: é o “primeiro fecho de obra em que se acabou a infraestrutura e se começa a tratar o interior”.


      Evidentemente, quando se começar a colocar a louça dos quartos de banho será outro momento relevante que deverá dar até motivo a afixação de placa comemorativa, descerrada com bandeira nacional segura por pontas de velcro.


TJ-Beja-ObrasNovoPalacio20240103.jpg


      Esta obra de Beja tem um custo de cerca de sete milhões de euros e não serve todas as valências judiciais e judiciárias que existem na cidade. Nos seus três pisos, o novo palácio albergará os juízos de Família e Menores, e do Trabalho, desde 2018 em contentores, bem como os juízos Local e Central Cível e o TAF.


      No velho Palácio da Justiça, inaugurado em 1951, com mão-de-obra prisional, ficarão os juízos criminais (Local e Central) e o Ministério Público (DIAP).


      Catarina sarmento e Castro aproveitou ainda para referir o Plano Plurianual da Justiça – para tentar pôr em prática até 2027 –, plano este a que foram alocados mais de 200 milhões de euros em obras para o edificado no Ministério da Justiça, embora só metade, cerca de 100 milhões se destinem aos tribunais.


      A ainda, atual e desejosa futura ministra da Justiça, aproveitou a oportunidade para espicaçar a curiosidade dos presentes, referindo que em breve procederá a outra inauguração, a da “sala de audiências do futuro”; um programa que contará com 15 milhões de euros, “para equipar todas as salas de tribunais com sistema vídeo, para facilitar o acesso às gravações de uma forma mais prática e ganhar tempo”. Ou seja, salas com câmaras de gravação vídeo e sem disquetes.


MJ-CSC-BejaObraPJ20240103.jpg


      Fonte: “Jornal de Notícias”.

0